Guarujá planeja restaurar Forte de Vera Cruz

Fortificação da colônia fica no Itapema

Quem faz a travessia de barca entre Santos e Vicente de Carvalho, em Guarujá, todos os dias, pode não perceber uma construção antiga, do século 16, que aguarda um pouco da história da região. É o Forte de Vera Cruz do Itapema, mais conhecido como Forte do Itapema, que pode se transformar em um museu e espaço cultural em breve. 

No começo do mês, a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) cedeu o espaço para a Prefeitura de Guarujá pelo período de 20 anos. A intenção é de que o local passe por restauro e, além de uma opção cultural, reforce o turismo na região. 

A ideia é que o prédio histórico, após a reforma, esteja apto à implantação do Museu Histórico Cultural. “A princípio e imediatamente entraremos com a zeladoria e manutenção do local. O escritório Brasil Arquitetura tem interesse em executar um projeto turístico e cultural com possibilidades de museu a céu aberto, oficinas e pesquisa”, conta o secretário municipal de Cultura, Marcelo Nicolau, que terá uma reunião com a empresa, na próxima semana, para um detalhamento de custos e prazos do projeto apresentado. 

No projeto, ao qual A Tribuna teve acesso, a empresa propõe, além de restaurar o prédio, criar um memorial do Forte do Itapema dentro de uma das salas do farol, transformar um galpão fechado em um auditório de 300 lugares e utilizar outros dois espaços como ateliês de restauro de madeiras, principalmente para embarcações, com possível formação de mão de obra local.

História

Há, ainda, a proposta da construção de um restaurante/café aproveitando a vista, um pavilhão de exposições e um outro bloco que poderia abrigar atividades diversas. 

“Pensamos em resgatar a História da Cidade, levando para lá a nossa Maria Fumaça, pois a mesma saia de Vicente de Carvalho para Pitangueiras. A ideia é transformar o local para que receba turistas do Concais que embarcariam no aeródromo municipal, que será explorado pela Infraero”, diz o secretário. 

Mas, por conta do tombamento da construção, antes de desenvolver qualquer projeto, a Prefeitura precisa submetê-lo à aprovação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat). Nicolau afirma que todo o projeto deve contar com o apoio de universidades, principalmente a UniSantos e Unicamp.

Polícia Militar

O secretário informa que a Polícia Militar também procurou a Prefeitura para marcar uma reunião, pois tem interesse em ocupar parte do espaço. 

Caso o projeto siga adiante, ele vai complementar a proposta turística e educativa que já vinha acontecendo na Fortaleza da Barra Grande, que passou por manutenções recentes e está perto de se tornar um patrimônio mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

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