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Quarta-feira

12 de Agosto de 2020

Guarujá cria Conselho Municipal de Saneamento Ambiental

Grupo de Trabalho exigiu da Sabesp a pronta apresentação de um Plano de Contingência e Emergência para quando houver falta de água no município

A Prefeitura de Guarujá irá criar um Conselho Municipal de Saneamento Ambiental. A iniciativa foi debatida na última quarta-feira (17), em reunião entre o prefeito Válter Suman (PSB), secretários municipais, o superintendente da Sabesp na Baixada Santista, Raul Chistiano, e o promotor de Justiça Osmair Chamma Junior, representando o Ministério Público de São Paulo.

Segundo a administração municipal, o objetivo é colocar a sociedade civil no centro da discussão hídrica na cidade. O grupo de trabalho exigiu da Sabesp a pronta apresentação de um Plano de Contingência e Emergência para quando houver falta de água em Guarujá, tanto no tempo de estiagem como para temporada de final de ano, quando a cidade registra população flutuante até cinco vezes maior que a fixa. Uma das funções deste novo Conselho será justamente fiscalizar a correta aplicação deste plano.

Ainda ficou acertado que o prefeito, junto com técnicos municipais, fará uma série de vistorias para verificar as condições estruturais de reservatórios de água da cidade. Um cronograma de datas está sendo definido.

O Grupo de Trabalho será responsável por analisar e cobrar da Sabesp a apresentação e eficácia do Plano de Contingência e Emergência para desabastecimento. Cabe à estatal definir estratégias para que os bairros mais afetados com o problema deixem de sofrer com essas questões.

Em maio do ano passado, Guarujá assinou um contrato de prestação de serviços de água e saneamento com a Sabesp pelos próximos 30 anos, garantindo um investimento na ordem de aproximadamente R$ 780 milhões em melhorias em áreas ambientais, no abastecimento e serviços de saneamento.

A prefeitura ainda cobra celeridade por parte da Sabesp em relação à implantação do reservatório de água bruta na Cava da Pedreira. Indicada pela própria estatal como a solução definitiva para o problema de desabastecimento, a construção será capaz de armazenar algo em torno de três bilhões de litros de água.

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