A empresa City alegou que não consegue oferecer o pedido pelos trabalhadores no vale-refeição e cesta básica sem o reajuste da tarifa (Alexsander Ferraz/AT) Após quase dois dias de greve, trabalhadores do transporte coletivo urbano de Guarujá, no litoral de São Paulo, representados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Santos e Região, acataram a determinação do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) na noite desta quinta-feira (25) e decidiram por uma trégua de 15 dias na paralisação. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! A suspensão foi sugerida pelo juiz Gustavo Ghirello Brocchi, durante a audiência de conciliação que durou mais de 13 horas, para que nesse período, a Prefeitura e a concessionária City Transportes cheguem a um consenso sobre a majoração de tarifas. A empresa alegou que não pode atender a reivindicação dos trabalhadores, para vale-refeição e cesta básica, sem reajuste da passagem. O reajuste proposto à categoria, de 6,5% no salário, está garantidos. O impasse segue nos benefícios. Para o vale-refeição, a City propõe R\$ 38,00 por dia, mas os trabalhadores pedem R\$ 40,00. Na cesta básica mensal, a proposta patronal é de R\$ 173,40 contra os R\$ 180,70 reivindicados. Durante a greve, para preservar o direito da população ao transporte público, a Justiça do Trabalho determinou pelo funcionamento de 100% da frota nos horários de pico (das 6h às 9h e das 16h às 19h) e 50% nos demais períodos. Estas determinações foram devidamente cumpridas. “Caso não haja o aceite por parte da empresa, a gente inicia novamente o movimento de greve. Claro que cumprindo a liminar, mas infelizmente a população vai ter uns transtornos por mais um período, para que a gente possa alcançar nosso objetivo”, comentou o presidente do sindicato, Beto José Alberto Torres. Acordo definitivo A City Transportes também se posicionou sobre a decisão. Segundo a empresa, com a manifestação da autoridade municipal, será possível consolidar o entendimento entre as partes e formalizar um acordo definitivo que assegure a valorização dos trabalhadores e a retomada plena da normalidade operacional. Em nota, a Prefeitura de Guarujá informou que acompanhou as tratativas durante a última assembleia e que continuará acompanhando a negociação entre empresa e trabalhadores, por meio da Comissão de Transporte Público e Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob). “(A Prefeitura) irá cumprir seus compromissos contratuais, além de fiscalizar rigorosamente os serviços executados contratualmente, acreditando em um acordo sensato aos trabalhadores, após o término do prazo de 15 dias”, finalizou, sem mencionar algo sobre a tarifa.