Fim de gratuidade e aumento na tarifa irritam passageiros em Guarujá: 'Paga muito e anda pouco'

Novo valor da passagem de ônibus passou de R$ 3,90 para R$ 4,50 a quem usa cartão-transporte e R$ 5,00 no pagamento em dinheiro

Por: Júnior Batista  -  12/01/21  -  13:30
Tarifa mais cara e nova cobrança começaram a valer nesta segunda-feira (11) em Guarujá
Tarifa mais cara e nova cobrança começaram a valer nesta segunda-feira (11) em Guarujá   Foto: Carlos Nogueira/AT

Moradores de Guarujá não receberam bem o fim da gratuidade no transporte coletivo municipal para idosos de 60 a 64 anos e o novo valor da passagem, que pulou de R$ 3,90 para R$ 4,50 a quem usa cartão-transporte e R$ 5,00 no pagamento em dinheiro.


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A Prefeitura diz que o mecanismo utilizado para conceder a gratuidade, um decreto de 2015, era ilegal. Para os cartões já carregados com créditos, a tarifa segue em R$ 3,90 até 1º de fevereiro. O valor de R$ 4,50 é para créditos adquiridos desde a última segunda-feira (11).


Nas ruas, a dona de casa Marlene Terezinha, de 57 anos, achou o aumento abusivo (chega a 28,2%). Disse que, num período de pandemia, haver reajuste chega a ser “desumano”. “A gente paga muito e anda pouco. Os trajetos não justificam esse valor”.


Quando perguntada sobre o fim da gratuidade, demonstrou surpresa. “É muito triste isso. A pessoa paga a vida inteira, recebe um benefício e agora ele acaba”.


A aposentada Sandra Regina, de 65 anos, afirma que pagar R$ 5,00 é um abuso e um desrespeito a quem perdeu o emprego. “É um absurdo de caro. Pagar esse valor não tem a ver com o serviço. Está mais caro que Santos”.


“Correção”


A Administração Municipal justifica que a tarifa zerada ao público entre 60 e 64 anos foi estabelecida por decreto irregular, em 2015. Segundo o secretário municipal de Defesa e Convivência Social, Luiz Cláudio Venâncio Alves, a medida precisaria de um projeto de lei aprovado na Câmara Municipal para vigorar.


O erro foi corrigido depois que o governador João Doria (PSDB) anunciou o fim do transporte gratuito em linhas intermunicipais que circulam pela Grande São Paulo - contudo, o benefício continua valendo, pois a 3ª Vara da Fazenda Pública Central de São Paulo concedeu liminar suspendendo o decreto.


Alves explica que a Prefeitura conseguiu um reajuste abaixo do valor pedido pela concessionária, que solicitou a passagem a R$ 5,76. Confessou que a medida é “antipática”, porém, necessária, já que 2020 foi um ano com baixo número de passageiros e com subsídio por parte da Prefeitura.


“Queremos que os cidadãos priorizem o cartão, para evitar roubos e o preço maior. A medida foi para sanar uma irregularidade e está de acordo com a legislação federal, feita para nossa realidade. Hoje, uma pessoa com 60 anos ainda é economicamente ativa”.


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