Doria diz que não há mais possibilidade de resgate de pessoas com vida em Guarujá

Logo após anúncio, nesta quarta-feira, máquinas começaram a atuar na busca por moradores soterrados

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou que não há mais chances de serem encontradas com vida vítimas dos deslizamentos de terra em Guarujá. A informação foi dada durante entrevista coletiva, no fim da tarde desta quinta-feira (5), no gabinete de crise montado no município. Até a publicação desta reportagem, a cidade registrava, oficialmente, 23 mortes. Outros 36 moradores estavam desaparecidos.

“Lamento informar que, dificilmente, aqueles que estão desaparecidos serão encontrados com vida, dadas as circunstâncias dos deslizamentos e as circunstâncias de já terem passado 72 horas do fato. É triste, mas é a realidade”.

O posicionamento ocorreu após explicações do governador sobre a demora para o Corpo de Bombeiros entrar nas áreas com deslizamentos com máquinas e equipamentos mais pesados na busca pelos moradores soterrados.

“Nesta etapa, o uso de máquinas não era recomendado. O silêncio era fundamental para escutarmos vítimas. É recomendação de protocolo internacional. A partir de hoje [quinta-feira], as máquinas já podem ser utilizadas”.

Logo após a declaração do governador, máquinas já começaram a ser vistas operando na Barreira do João Guarda, inclusive uma grande retroescavadeira. Moradores solicitavam o uso de equipamentos para acelerar as buscas, devido à grande quantidade de troncos pesados e pedaços de pedras e rocha.

O governador também divulgou a chegada de mais dez geradores de energia, cedidos temporariamente pela iniciativa privada, totalizando 30 aparelhos para a manutenção das operações ao longo da noite.

“Os trabalhos continuam ao longo da madrugada, se tiver condições de segurança para isso. Se houver chuva forte, a gente interrompe por questão de segurança das equipes e das pessoas que estão ali próximas”, disse o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Walter Nyakas Junior.

Doria esteve em Guarujá na tarde desta quinta-feira (5) (Foto: Carlos Nogueira/AT)
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