Proposta surgiu a partir da preocupação com o aumento do uso desses simulacros por jovens, principalmente em bairros periféricos (Divulgação/Inmetro) Os vereadores de Guarujá aprovaram, em votação única, o Projeto de Lei 117/25, de autoria do vereador Anderson Bernardes (Podemos), que proíbe o uso e a comercialização das chamadas armas de bolinha em gel. O texto segue agora para sanção do prefeito. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo Bernardes, a proposta surgiu a partir da preocupação com o aumento do uso desses simulacros por jovens, principalmente em bairros periféricos. “A gente começou a identificar que muitos estavam pintando essas armas de preto, usando balaclavas e brincando nas vielas durante a noite. Imagine o risco de uma viatura virar a esquina e se deparar com uma cena dessas. Poderia acontecer um acidente fatal”, afirmou o parlamentar, em entrevista. Preocupação com violência e segurança pública O vereador destacou que, além do risco de confusão com armas reais, a brincadeira com as gel blasters reforça uma cultura de violência entre crianças e adolescentes. “Hoje, com tanta violência, eu entendo que esse tipo de brincadeira não é o que precisamos para a juventude. Existem muitas outras formas de se entreter sem incutir na cabeça essa questão de arma e tiro”, disse. Base legal e apoio na Câmara O vereador explicou que buscou respaldo em legislações nacionais para formular o projeto. “Pesquisei as normas do Inmetro e também o Estatuto do Desarmamento, que prevê restrições inclusive a simulacros. Armas que possam parecer reais também são proibidas”, ressaltou. O texto foi aprovado por ampla maioria, sem resistência na Câmara. “Já esperava esse apoio, porque a proposta foi bem explicada. A primeira fala no plenário, inclusive, foi de outro vereador chamando a atenção para o assunto. Foi uma construção tranquila”, afirmou Bernardes. Reação do comércio e sanção da lei Sobre eventuais impactos para lojistas, Bernardes afirmou que não houve grandes reclamações até agora. “Em Vicente de Carvalho, onde houve uma ação inicial, não tivemos protestos dos comerciantes. Após a sanção, vou solicitar ao Executivo que intensifique a fiscalização para avaliar melhor essa reação”, disse. De acordo com o vereador, a Prefeitura já está alinhada com o projeto e a sanção é considerada certa. “Dialogamos antes de apresentar a proposta, então o Executivo deve sancionar a lei”, garantiu. Mensagem à população Bernardes defende que a medida é preventiva. “Às vezes, parece ingênuo ver uma criança com um simulacro de fuzil na mão, mas isso pode gerar grandes consequências, tanto imediatas quanto para o desenvolvimento dela. É preciso se atentar aos mínimos detalhes para que eles não se transformem em grandes tragédias”, concluiu A Tribuna entrou em contato com a Prefeitura de Guarujá, e aguarda um posicionamento para incluir na matéria.