Chuvas de março: Guarujá finaliza apenas 70% das obras emergenciais

Cidade mais afetada pelo temporal de março passado, Guarujá foi a localidade que mais recebeu recursos. A administração solicitou pouco mais de R$ 100 milhões aos governos estadual e federal

Sete meses após as chuvas torrenciais, que trouxeram um mar de destruição e de mortes na Baixada Santista em março passado, os projetos emergências para evitar novas erosões nas encostas regionais ainda não estão finalizadas. Menos de 70% das intervenções, custeadas com recursos da União e Estado, foram concluídas em Guarujá. A atual dinâmica coloca essas áreas em alerta, já que a temporada de chuvas se aproxima. 

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A chuva deixou 45 mortos na Baixada Santista. Cidade mais afetada pelo temporal de março passado, Guarujá foi a localidade que mais recebeu recursos. A administração solicitou pouco mais de R$ 100 milhões aos governos estadual e federal para obras de limpeza e reestruturação dos locais atingidos pelos deslizamentos decorrentes da tempestade de março deste ano.  

Conforme cálculos da administração, ao governo Federal foram R$ 77 milhões. Contudo, até o momento, foram liberados R$ 20,5 milhões. Deste total, R$ 17 milhões serão aplicados no Morro da Barreira, para limpeza e remoção de entulho proveniente dos deslizamentos. O ponto foi o mais afetado com o aguaceiro. “O restante, R$ 3,5 milhões, será destinado à limpeza e desobstrução de galerias pluviais das ruas do entorno das áreas. As obras tiveram início em setembro”, informa por meio de nota. 

Já o Governo do Estado anunciou a liberação de R$ 25 milhões, no entanto, foram liberados R$ 23,5 milhões. “Com esses recursos, a Prefeitura de Guarujá iniciou as obras de contenção do Morro da Bela Vista, também conhecido como Morro do Macaco Molhado, que oferecia maiores riscos de novos deslizamentos”, cita o comunicado. 

Conforme o atual cronograma, os serviços em andamento incluem sondagem do solo, escavação e transporte de material solto, carregamento e transporte de material contaminado e a compactação e o taludamento do solo.  

Para evitar novos deslizamentos de barreiras, é adotada a aplicação do método de solo grampeado com revestimento de concreto projetado sobre tela soldada em aço. Também está sendo feito o plantio de grama nas áreas de contenção. 

A administração informa que há serviços de drenagem em execução no local para captação do líquido por meio de canaletas de concreto, além da construção de escadas hidráulicas e dissipadores de energia em pedra argamassada. A Prefeitura ainda complementou os recursos utilizados para recuperação do Morro da Bela Vista com uma contrapartida de R$ 1,5 milhão, provenientes do tesouro municipal. 

Além da Barreira e Morro da Bela Vista, os morros da Cachoeira, Engenho e Vila Baiana necessitam de obras de contenção. Um projeto específico a essas localidades foi apresentado à União, e a  administração espera, no mínimo, R$ 42 milhões para essa execução. A prefeitura diz ainda que os R$ 20,5 milhões liberados pela União são para uso específico no chamado plano de resposta rápida, “que se destina a serviços de limpeza e correção dos estragos causados pela tragédia”.  

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