No primeiro semestre do ano passado, Guarujá acumulava 8.460 casos de dengue ( Lauren Bishop ) No primeiro semestre do ano passado, Guarujá acumulava 8.460 casos de dengue. Neste ano, no mesmo período, o número caiu para 2.623, o que representa uma queda de 69%. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! O secretário municipal de Saúde, Fábio Mesquita, afirma que o Município vem trabalhando todos os dias para controlar a disseminação da doença, mas que o apoio dos moradores é fundamental. “A população tem grande importância quanto ao controle dos criadouros”, afirma, citando que 90% deles estão dentro de residências. A Cidade é a segunda colocada no ranking da dengue da Baixada Santista — atrás de Santos, com 3.490 casos no primeiro semestre —, com um óbito em investigação e nenhuma morte confirmada. A equipe de Combate e Controle às Endemias atua na eliminação de focos do Aedes aegypti e no controle da proliferação do mosquito. De janeiro a junho, foram vistoriados 259.541 imóveis — residências, escolas, creches, unidades de saúde e ferros-velhos – em 24 mutirões semanais, com agentes de endemias e agentes comunitários de saúde. “Todas as segundas-feiras, participam em torno de 170 agentes”, destaca o secretário. Nesses locais, foram retirados focos do mosquito e aplicados produtos específicos em lugares onde é comum a sua reprodução, como ralos e caixas d’água, que também receberam telas protetoras. Outra estratégia usada em locais de difícil acesso ou com acúmulo de água parada, como piscinas desativadas, obras e poços de elevador, é o uso dos peixes conhecidos como barrigudinhos, que comem larvas. Foram postos em 128 pontos da Cidade e são monitorados. “A Prefeitura instituiu uma comissão para o enfrentamento das arboviroses em conjunto com outras secretarias municipais, como as de Educação, Meio Ambiente e Operações Urbanas, para que possamos diminuir o nível de infestação e multiplicar as informações, bem como aumentar a cobertura vacinal”, cita Mesquita. Pesquisas vêm sendo feitas em bairros para identificar o nível de infestação e planejar novas ações.