Bruno dos Santos Campos, indiciado pelo feminicídio de Brenda Bulhões, está preso desde janeiro (Reprodução) Acusado pelo assassinato de Brenda Bulhões, de 26 anos, o ex-companheiro dela, Bruno dos Santos Campos, de 35 anos, teve sua prisão temporária convertida em prisão preventiva após ser denunciado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) na terça-feira (11). O crime aconteceu no último mês de novembro em Guarujá, no litoral de São Paulo. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Em nota, o MP-SP informou que Bruno foi denunciado pela prática do crime de feminicídio consumado duplamente majorado. Agora, o acusado ficará preso preventivamente. Desta forma, sua prisão não possui prazo. Para A Tribuna, a advogada Ana Carolina Oliveira, que representa a família da vítima junto ao advogado Leandro Santos, afirmou que o recebimento da denúncia e a decretação da prisão preventiva de Bruno são fundamentais para garantir a aplicação da lei. "O reconhecimento das agravantes,do crime ter sido cometido contra mulher que é mãe e responsável por criança, reforça a gravidade do caso, aumentando as chances de uma condenação justa e proporcional à violência cometida", pontou. Bruno foi detido na cidade de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, no último dia 15 de janeiro. Conforme informações da TV Tribuna, no dia 27 de janeiro, ele foi levado de avião comercial até Campinas. De lá, ele foi transferido pela viatura da Polícia Civil até a Delegacia Sede de Guarujá. A princípio, ele foi preso temporariamente por 30 dias, prazo esse que foi renovado, com data de vencimento prevista para o próximo sábado (15). O advogado de defesa do acusado, Marcos do Nascimento Jesuíno Júnior, disse que Bruno nega a autoria do crime e que, após mais de quatro meses de investigação, não foram apresentados elementos que sustentem a acusação. "Os indícios apontados são frágeis e e insuficientes para justificar qualquer medida contra Bruno, evidenciando que ele está sendo alvo de uma verdadeira caça às bruxas", pontuou. Ainda de acordo com o advogado de defesa, a ida de Bruno para o Mato Grosso do Sul se deu em razão de ameaças que ele e seus familiares vinham sofrendo. "Em momento algum teve a intenção de se furtar ao processo, manrtendo-se sempre à disposição da Justiça para esclarecer os fatos", acrescentou. Relembre o caso Brenda Bulhões, de 26 anos, era dona de um salão de beleza localizado na Rua Pará, no distrito de Vicente de Carvalho, em Guarujá. Na manhã do dia 29 de novembro de 2024, quando estava prestes a abrir o estabelecimento, ela foi atacada por um homem, o qual vestia um uniforme de trabalho e capacete de motocicleta. Imagens de câmeras de segurança flagraram o momento em que o homem se aproxima de Brenda, que terminava de estacionar sua moto. Ele disparou ao menos seis vezes contra ela e, em seguida, fugiu. A Prefeitura de Guarujá informou que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado às 8h30 para atender a ocorrência. A ambulância chegou ao local sete minutos depois e realizou manobras de reanimação cardiopulmonar, mas sem sucesso. A vítima, que teve perfurações no tórax e abdômen, teve a morte constatada na sequência. Brenda deixou uma filha de 10 anos de idade. Na ocasião, amigas de Brenda revelaram que ela havia terminado um relacionamento e, desde então, era ameaçada pelo ex-companheiro. As ameaças teriam piorado a partir do momento em que a vítima deu início a um novo relacionamento. Leia mais Vídeo mostra momento em que mulher foi assassinada a tiros na porta do trabalho no litoral de São Paulo; ASSISTA Mãe de jovem morta a tiros no litoral de São Paulo chama suspeito de 'Judas' e relembra quando cuidou dele