Com coloração azulada, roxa ou rosada, seus tentáculos podem atingir até 50 metros de comprimento (Reprodução / @rodrigonattan) As praias do litoral de São Paulo voltaram a registrar a presença de caravelas-portuguesas (Physalia physalis). Flutuantes e de cores vibrantes, esses organismos escondem um perigo: o contato com eles pode causar queimaduras graves. Recentemente, o fotógrafo Rodrigo Nattan registrou ao menos três exemplares na faixa de areia da Praia do Pernambuco, em Guarujá. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Impulsionada pelo vento através da sua “bolsa flutuante”, a caravela-portuguesa possui longos tentáculos que se movimentam conforme a corrente de ar. Esses tentáculos contêm uma substância capaz de causar queimaduras extremamente graves em humanos, segundo explica o biólogo marinho Eric Comin. Mesmo morta, a caravela-portuguesa ainda pode representar riscos. Com coloração azulada, roxa ou rosada, seus tentáculos podem atingir até 50 metros de comprimento. “Nessa época do ano, é muito importante, antes de entrar na água, observar o local, observar se tem algum animal desse na praia, se há casos delas estarem aparecendo. Então assim, o que fazer também? Não tocar, evitar qualquer contato, mesmo com esse animal na areia. Não jogar água doce, não passar água doce, porque, por osmose, ela vai estourar essas bolsas urticantes, e aí, o que vai acontecer? Vai estourar e vai espalhar esse veneno”, explica o biólogo. Quais são os sintomas após o contato com uma Caravela-portuguesa? Dor intensa Inchaço Bolhas Ardência Calafrios Náuseas e vômitos Em casos graves, choque e parada respiratória O que fazer depois de ter o primeiro contato? Aplicar vinagre na região afetada; Remover os tentáculos com pinça ou barbeador; Não coçar; Não colocar areia; Não usar água doce. Comin esclarece ainda que o risco varia conforme a região atingida. No mar, os acidentes geralmente ocorrem na região da cintura em adultos. Em crianças, podem atingir o tórax ou abdômen, e a toxina é pode ser forte, se tornando fatal. Nesses casos, ele destaca que é fundamental procurar imediatamente o sistema médico de emergência, onde o tratamento adequado será realizado.