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Quinta-feira

6 de Agosto de 2020

Câmara de Guarujá cobra auxílio do Estado para desabrigados

Três meses após tragédia ocorrida nos morros da cidade, menos da metade das famílias tem recebido valor referente ao auxílio-aluguel da CDHU. Órgão afirma fazer os repasses restantes nesta semana

A Câmara de Guarujá aprovou requerimento ao governo do Estado pelo não pagamento do auxílio-aluguel à totalidade das famílias que ficaram desabrigadas pelos desabamentos ocorridos na Cidade, no último mês de março. O texto foi aprovado no encontro de sexta-feira (12) e endereçado ao governador João Doria (PSDB).  

Isso porque, à época da tragédia, o governador esteve no município e anunciou o pagamento de auxílio-aluguel, de R$ 300,00, para as mais de 500 famílias que tiveram que deixar suas casas por conta do deslizamento de encostas. O repasse serviria de complemento a outros R$ 200,00, pagos pela Prefeitura, para esta mesma finalidade, durante 12 meses.  

O anúncio de Doria ocorreu no dia 6 de março. Passados mais de três meses, no entanto, o vereador Ronald Nicolaci Fincatti (PSD) afirma que apenas 200 famílias têm recebido o benefício do governo estadual. "A maior parte continua sem os R$ 300,00 prometidos pelo governador. Saíram dos morros, acreditando que receberiam esse auxílio do Estado e da Prefeitura, mas só têm recebido o valor da Prefeitura", explica ele, que é autor do requerimento.  

Em pronunciamento feito da tribuna da Câmara Municipal, Nicolaci questionou a conduta do chefe do executivo estadual e avisou que não há mais possibilidade de tratar o assunto com diplomacia.   

O requerimento foi aprovado por unanimidade de votos e subscrito pelo demais vereadores. O documento agora seguirá ao Palácio dos Bandeirantes, que terá prazo de 15 dias (com possibilidade de prorrogação pelo mesmo período) para responder aos questionamentos. 

Em nota, a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) informa o Guarujá indicou 517 famílias, sendo que 200 delas estão recebendo os benefícios acima citados regularmente; 21 estão com dados cadastrais irregulares, aguardando o saneamento por parte do município e sete foram cancelados por já terem tido atendimento habitacional anterior ou tiveram suas moradias desinterditadas.  

“As demais 289 famílias começam a receber os valores dos benefícios nesta semana. Os valores serão pagos retroativos a contar da data de indicação por parte da prefeitura”, acrescenta a órgão paulista. 

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