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Sábado

19 de Outubro de 2019

Ambulante espera há cinco meses para operar braço em Guarujá

Severina Monteiro dos Santos, de 56 anos, está com mobilidade prejudicada e vivendo à base de analgésicos

Já faz quase cinco meses que a ambulante Severina Monteiro dos Santos, de 56 anos, está com o cotovelo quebrado. Segundo ela, não há previsão para que seja realizada a tão esperada cirurgia no Hospital Santo Amaro (HSA), em Guarujá, e finalmente pare de sentir dor. Enquanto isso, ela continua sem poder mexer o braço esquerdo. 

A ambulante conta que sofreu um acidente no Túnel da Vila Zilda, bairro onde mora, em 17 de maio. Ela diz ter sido encaminhada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Rodoviária e, de lá, para o HSA. “Chegando lá, fiz exames que guardo comigo e provam que meu braço não estava quebrado. Eu havia apenas deslocado o cotovelo”, conta Severina.

Porém, segundo ela, os profissionais que a atenderam não conseguiram pôr seu cotovelo no lugar. Por isso, teve de ficar internada até o dia seguinte, quando faria cirurgia. “Fiquei surpresa quando, às 10 horas, me deram alta dizendo que eu faria a operação depois.”

Desde então, ela não tem trabalhado. Pagar a Previdência Social foi sua sorte. “Se eu não fizesse isso por conta própria, estaria totalmente desamparada.”

Em 23 de junho, Severina conta que passou por um médico, que lhe deu outra notícia. “Fui encaminhada para a fisioterapia, já que, segundo ele, não havia nada para operar. Só que, até hoje, tomo Tramal (analgésico) de 8 em 8 horas, pois não aguento de dor.”

Severina conta que sente agonia ao olhar o braço com o osso para o lado. E que já procurou diversas vezes a ouvidoria do HSA para marcar cirurgia.

“Só fui informada de que a operação é de alto custo e que tem mais de 220 pessoas na frente. A demora seria de um a quatro anos. Mas imagine ficar assim tanto tempo. Não dá.”

Resposta

Segundo o Hospital Santo Amaro, a cirurgia da paciente está agendada para a próxima quarta-feira.

Sobre a fila, o hospital menciona, por meio de nota que realmente há espera, “como em todo o País, Guarujá não foge à regra. A demanda é sempre maior do que a oferta”.

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