Protestos têm sido realizados em frente ao Fórum de Santos ( Vanessa Rodrigues/AT ) Servidores do Poder Judiciário do Estado de São Paulo decidiram manter a greve iniciada no dia 14. Eles querem reposição inflacionária de 25%, referente a perdas acumuladas desde 2002. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O presidente da Associação de Base dos Trabalhadores do Judiciário do Estado (Assojubs), Michel Iorio, acredita que a adesão, inicialmente de 10%, pode ter aumentado. “Não estamos pedindo aumento, e sim, a reposição da inflação que o Tribunal (de Justiça do Estado, o TJ-SP) deixou de pagar. Isso afeta todos os servidores do Judiciário, como oficiais de justiça, escreventes, assistentes sociais, psicólogos e agentes”, diz. Também se reivindica reconhecimento de nível superior para o cargo de escrevente técnico judiciário, remunerado como de nível médio. “Desde 2015, o tribunal já reconhece nível superior para oficiais de justiça, que entregam os mandados. Mas, para quem faz toda a fase processual anterior, como analisar petições e cumprir despachos, não há essa exigência". Iorio adianta que uma reunião com a presidência do TJ-SP está agendada para dia 28, às 14 horas, de forma virtual. Ele pretende que seja antecipada. Também no dia 28, há assembleia. O dirigente destaca que a categoria se organiza para, mesmo em greve, garantir o atendimento em casos emergenciais. Consultado para tratar das reivindicações, o tribunal disse apenas que os “índices de adesão colhidos são insignificantes frente ao contingente de servidores do TJ-SP”.