Os trabalhadores protestaram nas principais vias da cidade (Reprodução) O movimento “Breque Nacional dos Apps 2025” teve início nesta segunda-feira (31) por todo o Brasil. No litoral de São Paulo, houve concentração em Praia Grande. Dezenas de entregadores se reuniram e buzinaram por toda a cidade como forma de protesto às suas condições trabalhistas atuais. Já nesta terça-feira (1), o ato continuará em Santos, na Praça da Independência, às 12h. (Veja no vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Esse movimento, que consiste na paralisação dos serviços dos entregadores de aplicativo, acontece para reivindicar melhores condições de trabalho e reajuste nas tarifas pagas pelas plataformas de entrega. Durante o movimento em Praia Grande, os trabalhadores se reuniram no Litoral Plaza Shopping e seguiram pelas vias mais movimentadas da cidade, como a Avenida Presidente Castelo Branco e a Avenida Presidente Kennedy. Nesta terça, os entregadores irão se reunir na Praça da Independência, em Santos, e seguir pelas principais avenidas a partir das 12h. -Greve entregadores (1.456614) Desejos dos entregadores Entre as reivindicações dos entregadores, estão: Reajuste da taxa mínima: de R\$ 6,50 para R\$ 10,00 por entrega. Aumento do valor por quilômetro: de R\$ 1,50 para R\$ 2,50, garantindo que o custo do deslocamento seja coberto de forma justa. Limitação das rotas de bicicleta: máximo de 3 km por pedido, respeitando os limites físicos dos ciclistas. Pagamento de taxa integral por entrega: exigência de que cada entrega seja paga integralmente, sem cortes arbitrários quando há múltiplos pedidos no mesmo trajeto. Outro lado A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) comunicou que respeita o direito de manifestação e informou que suas empresas associadas mantêm canais de diálogo contínuo com os entregadores. Sobre a remuneração dos profissionais, de acordo com o último levantamento do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), a renda média de um entregador do setor cresceu 5% acima da inflação entre 2023 e 2024, chegando a R\$ 31,33 por hora trabalhada. As empresas associadas da Amobitec (99, Alibaba, Amazon, Buser, iFood, Flixbus, Lalamove, nocnoc, Shein, Uber e Zé Delivery) apoiam a regulação do trabalho intermediado por plataformas digitais, visando a garantia de proteção social dos trabalhadores e segurança jurídica das atividades. De acordo com a nota, as empresas atuam dentro de modelos de negócio que buscam equilibrar as demandas dos entregadores, que geram renda com os aplicativos, e a situação econômica dos usuários, que buscam formas acessíveis para utilizar serviços de delivery.