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Quarta-feira

18 de Setembro de 2019

Governo do Estado de São Paulo estuda diminuir pedágios à noite

Órgão entende que medida pode reduzir os custos com transporte de cargas

Para potencializar o uso das estradas paulistas, o Governo do Estado planeja diminuir a tarifa dos pedágios para caminhoneiros à noite. A intenção é iniciar pelo Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) o estudo de reorganização viária que possibilitará a adoção da medida.

Valores e trechos das rodovias com cobranças diferenciadas ainda serão analisados e dependem de negociação com a concessionárias. A novidade foi confirmada, com exclusividade para A Tribuna, pelo secretário Estadual de Logística e Transportes, João Octaviano.  

“A chegada ao Porto é um dos pontos mais complexos do estado. A Ecovias [concessionária do SAI] será a primeira a com quem vamos conversar”.

O desenho do corredor para escoar mercadorias paulistas deve ser finalizado no próximo ano. Pelos planos do Palácio dos Bandeirantes, o valor mais baixo de pedágio será adotado das 22 às 6h. Fora do intervalo, os caminhoneiros pagariam a tarifa normal.  

As rotas ideais levarão em conta a origem, o volume e o destino dos principais produtos transportados. Octaviano afirma iniciar nas próximas semanas encontros com entidades do setor.  

Expectativa 

Entre as vantagens, o secretário cita ainda a possibilidade de queda no volume de acidentes fatais nas estradas, já que pode haver redução de caminhões em conflito com os automóveis nos horários de maior fluxo.  

“Tudo que for para reduzir o custo do caminhoneiro é bom”, posiciona-se o presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam), Alexsandro Viviani.  

A redução depende de ajustes nos contratos. Em documento sobre propostas de diferenciação de pedágio, a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias sustenta que “se o valor da tarifa é reduzido a alguns, precisa ser aumentado a outros para reequilibrar custos e receitas”.  

“É inevitável que isso seja cobrado de outra forma. Como na duplicação da Rodovia dos Imigrantes, na qual os caminhoneiros pagam até hoje e não podem utilizá-la para chegar ao Porto”, diz o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Comercial de Carga do Litoral Paulista (Sindisan), André Luís Neiva.