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Vendedora sonha com cadeira de rodas nova para seguir 'jornada' pela Baixada Santista

Luciana Diamom da Silva, de 41 anos, teve paralisia cerebral na infância. Ao lado do marido, ela vende doces pelas praias da região

Por: Daniel Gois  -  27/02/21  -  09:20
Moradora de Mongaguá, Luciana da Silva vende doces nas praias da Baixada Santista
Moradora de Mongaguá, Luciana da Silva vende doces nas praias da Baixada Santista   Foto: Arquivo pessoal

Todos os dias, a cadeirante Luciana Diamom da Silva, de 41 anos, que mora em Mongaguá, vende doces em diferentes cidades da Baixada Santista em busca de melhores condições de vida. Ela é acompanhada pelo marido, Davi Cipriano Barbosa, de 43 anos, o 'motorista' da cadeira de rodas. Com o passar do tempo, o modelo atual apresentou diversos danos, e o casal sonha em conseguir uma nova cadeira para seguir a jornada.


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Luciana e Davi estão juntos há 18 anos e moram no bairro Vila Atlântica. Quando criança, a vendedora autônoma teve paralisia cerebral, que trouxe limitações na locomoção. Diariamente, ela vende paçocas, doces de amendoim, de abóbora e outros tipos de guloseimas nas praias da região. O destino principal é Santos, mas o casal também marca presença em Praia Grande e Itanhaém, sempre buscando abastecer as vendas.


"Cada cidade que vou é um carinho muito bom. Os clientes me cumprimentam, conversam comigo. Em todas as cidades, sempre é um carinho muito grande. Quero uma cadeira nova para continuar o meu trabalho. Esse é meu destino", afirma Luciana.


O casal costuma sair de casa por volta das 9h e passa o dia todo vendendo doces pelas praias. A jornada termina às 22h30, horário em que Luciana e Davi chegam em casa.


Luciana Diamon é acompanhada pelo marido, Davi Cipriano, durante venda de doces
Luciana Diamon é acompanhada pelo marido, Davi Cipriano, durante venda de doces   Foto: Arquivo pessoal

Davi conta que, antes de conhecer a esposa, também trabalhou vendendo doces pelas ruas. Agora, ele tem a missão de acompanhar Luciana diariamente, em uma relação que ele define como muito carinhosa.


"Pra mim é algo tão carinhoso. Tenho a maior paciência com ela, ando pra cima e pra baixo, e não deixo ela sozinha. Ajuda com banho, comida. Esse é meu dia a dia. Gosto de ficar com ela, e ainda mais com a cadeira de rodas. Não posso deixá-la sozinha mais", afirma Davi.


Quem tiver interesse em ajudar o casal pode entrar em contato pelo telefone (13) 3448-1813 ou (13) 99615-1921.


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