[[legacy_image_61528]] Se não bastassem os 65 dias de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) numa batalha contra o coronavírus, Carlos Alschefsky, de 59 anos, ainda não se recuperou das sequelas da doença mais de oito meses depois de ser infectado. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! O vendedor externo e morador da Aparecida, em Santos, é um dos 30 pacientes que fazem acompanhamento focado na recuperação em serviço criado a partir da ampliação da Seção de Recuperação e Fisioterapia, no Centro Integrado de Especialidades e Reabilitação de Santos. “Tive 50% de comprometimento nos pulmões e, quando finalmente tive alta em 30 de julho, não conseguia andar. Hoje, não trabalho e acordo todos os dias com os dedos duros. Tomo remédio e a dor passa ao longo do dia”, diz Carlos, que também foi diagnosticado com neuropatia (alteração nos nervos)”. Ele mesmo explica que não acreditava que a covid-19 fosse tão cruel e espera se recuperar das sequelas para retomar a vida. “Agora, eu aviso as outras pessoas para se cuidarem. Na minha casa, minha esposa e meus dois filhos também ficaram muito mal, Meu sogro e uma tia morreram. Espero melhorar cada vez mais, mas não sei”. Atendimento A fisioterapeuta e coordenadora técnica da Seção de Recuperação e Fisioterapia, Lúcia Helena Santos e Silva, diz que a demanda começou em junho de 2020 e começou quando os pacientes precisavam de um encaminhamento após a alta do hospital. Ela, que atende os pacientes no Ambulatório Pós-Covid, diz que o agendamento deve ser feito por meio do 0800 da prefeitura, em um item específico para a reabilitação desses pacientes. “As sequelas mais comuns estão relacionadas com a recuperação respiratória e trabalho corporal global por terem ficado acamadas por tanto tempo. A maioria ficou hospitalizada por mais de 30 dias e tem mais de 50 anos”, explica. Fraqueza muscular, reeducação respiratória e fragilidade emocional são trabalhados com os pacientes uma vez por semana em um tratamento que dura até seis meses. “Os familiares são atendidos também e, normalmente, a alta vem antes desse tempo máximo por conta da recuperação que é surpreendente”. Atendimento em outras cidades - Guarujá O que é: espaço desde julho de 2020 para monitorar os pacientes que ficaram internados Especialidades: fisioterapia, nutrição, psicologia e enfermagem Como funciona: toda sexta, com até 20 usuários por dia, das 7 às 17h Agendamento: pelo Sistema de Regulação Municipal Onde: Ambulatório de Referência em Especialidades (Rua Marivaldo Fernandes, 275, na Vila Júlia) - Cubatão O que é: pacientes que tiveram covid-19 são atendidos de forma descentralizada nas 18 unidades de saúde do Município Agendamento: basta procurar a unidade do bairro ou mesmo o Pronto-Socorro Central em caso de persistência de algum sintoma relacionado à doença. As pessoas que passaram por internação recebem um acompanhamento mais intensivo desde o momento da alta hospitalar - Mongaguá O que é: o Ambulatório Pós-Covid, que fica no Hospital Adoniran Correa Campos, no Centro, acompanha os pacientes que tiveram covid-19 Agendamentos: diretamente por telefone Especialidades: fisioterapia respiratória, psicologia, oftalmologia, cardiologia, urologia e nefrologia Atendimentos: 593 pessoas já foram atendidas Principais problemas: hipertensão, diabetes, cardiopatiae problemas respiratórios - São Vicente O que é: setor de reabilitação com equipe multiprofissional. Os primeiros 10 casos chegaram no final de semana passada para o Reabilitar 1 da Área Insular e Reabilitar Rio Branco, da Área Continental Agendamento: o encaminhamento é feito pelas unidades de saúde do Município