Turismo de curta distância pode beneficiar Baixada Santista, mas janeiro será fraco

O setor do turismo foi um dos mais afetados durante o período de quarentena imposto pela pandemia do novo coronavírus

Por: Júnior Batista  -  04/01/21  -  10:10
Praia Grande, Santos e Guarujá estão no topo dos investimentos turísticos
Praia Grande, Santos e Guarujá estão no topo dos investimentos turísticos   Foto: Carlos Nogueira/AT

O mês de janeiro ainda vai priorizar as viagens mais curtas feitas de ônibus ou carro e organizadas pelas próprias pessoas na visão de profissionais de agências de turismo ouvidos por A Tribuna.


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Essa mudança no destino pode beneficiar a Baixada Santista, mas ainda está longe de ser um alento para quem depende do agenciamento de viagens.
No Réveillon, o Sudeste se beneficiou do turismo local. Um terço (29%) das reservas na agência on-line Zarpo foram para o interior e litoral de São Paulo, seguido pela Bahia (21%) e Rio de Janeiro (16%).


O setor do turismo foi um dos mais afetados durante o período de quarentena imposto pela pandemia do novo coronavírus. Porém, a recuperação já registra números positivos.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as atividades turísticas tiveram expansão de 7,1% em outubro, na comparação com setembro - sexta taxa positiva seguida. Em seis meses, o setor avançou 102,6%.


“A aposta são viagens aqui dentro do Brasil mesmo. Com bastante aluguel de casa e pousadas, ao invés de grandes hotéis. As pessoas se sentem mais seguras. Apesar da pandemia, as viagens aqui dentro estão com quase 60% do volume de 2019, nessa mesma época. A procura maior são pra destinos pacatos, fora dos grandes centros, como litoral norte, por exemplo”, afirma Luciana Aulicino, diretora da agência de turismo Aulicino Turismo e Intercâmbio.


Ela ressalta, porém, que este tipo de turismo não é muito vinculado às agências. “São os próprios de viajantes independentes, que fazem tudo por conta mesmo. Para a gente ainda continua tudo bem parado, infelizmente”, completa.


A agente de viagens Denise Peres afirma que a maioria ainda se desloca mais por necessidade e que aqueles que viajam continuarão preferindo viagens mais curtas. “Normalmente, já teríamos muitas pessoas embarcando esse mês, mas com a pandemia, nada. Infelizmente, acho que as coisas voltarão ao normal no turismo só depois da vacina”, conclui.


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