[[legacy_image_529]] As cidades da Baixada Santista já começaram a se replanejar após a saída de médicos cubanos do Programa Mais Médicos. Para completar as 85 vagas do programa até então preenchidas pelos profissionais, as secretarias de Saúde montaram uma força-tarefa na tentativa de não deixar nenhum paciente assistido pelos médicos sem continuidade nos atendimentos. Desde que o governo cubano abandonou o projeto, devido às declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), no último dia 14 de outubro, mais de 11 mil médicos que estavam no País desde 2013 começaram a voltar para Cuba. Destes, 163 atuavam na regiãoe já não apareceram após o feriado prolongado. Enquanto correm-se os prazos do edital aberto pelo Ministério da Saúde, na terça-feira (20), para a contratação de novos profissionais para o programa, os nove municípios da região, que ainda não sabem quando os novos médicos chegarão para trabalhar, iniciaram processos de remanejamento de profissionais para tentar suprir a falta dos médicos cubanos. Maior cidade da Baixada Santista, Santos não só realocará alguns médicos da rede pública como, também, pagará horas extras para suprir a saída dos cubanos. Hoje, 24 profissionais são vinculados ao programa na rede de atenção básica. Oito deles eram cubanos e atuavam nos bairros Caruara, Monte Cabrão, Alemoa, Jabaquara, Martins Fontes, Castelo e São Jorge, cobrindo, ao todo, 28 mil pessoas. Em Guarujá, cidade que tinha 30 dos médicos cubanos atuantes na Baixada, a Secretaria de Saúde reitera que ainda não foi informada oficialmente pelo Ministério da Saúde sobre a saída dos cubanos, e reconhece o ‘forte impacto’ da medida na saúde municipal. A cidade aposta no remanejamento do quadro de médicos atual, inclusive dos outros 20 do programa que são de outra nacionalidade, para manter o atendimento em dia. Bertioga possui apenas uma médica cubana, que atua na Unidade de Saúde da Família (USF) de Boracéia. Ela voltará à Cuba e está cessando os atendimentos aos pacientes. A Secretaria de Saúde do Município disse que está prestando assistência para o retorno da profissional, assim como aconteceu em sua chegada. A Secretaria aguarda novo edital do Ministério da Saúde para substituição da profissional. [[legacy_image_439]] A espera de um posicionamento oficial também acontece em Cubatão. Sete médicos atendem pelo programa no município, e cinco deles eram cubanos. Todos atuam no Programa Saúde da Família nos bairros Vila dos Pescadores, Água Fria, Vila Esperança, Cota 95, Ilha Caraguatá e Jardim Nova República. Segundo a Prefeitura, por enquanto, o atendimento segue normalizado. A Prefeitura de São Vicente, por meio da Secretaria de Saúde (Sesau), manterá os 23 profissionais do Programa Mais Médicos. Oito deles eram cubanos e já pararam de atender desde quarta-feira (21). A pasta diz contar com uma rápida reposição dos profissionais e aguarda o edital de seleção do Ministério da Saúde. Por enquanto, as unidades atuam com médicos da rede para tentar suprir a demanda. Em Praia Grande, os 18 médicos cubanos já deixaram a cidade. A cidade aguarda os médicos selecionados pelo Ministério da Saúde para o preenchimento das vagas. Por enquanto, haverá o remanejamento de profissionais de outras unidades para que as Unidades de Saúde da Família (Usafa) não fiquem sem atendimento. [[legacy_image_530]] Litoral Sul Em Mongaguá, apenas um médico brasileiro inserido no programa está trabalhando, desde que os outros cinco cubanos saíram de seus postos. Emergencialmente, a Diretoria de Saúde está contatando médicos das outras unidades e pedindo colaboração até a recomposição dos profissionais. Peruíbe tinha cinco médicos cubanos atuando no município. De acordo com a Prefeitura, o atendimento foi prejudicado após a decisão do governo de Cuba, tendo sido necessário o cancelamento de agendas de pacientes. Somente uma profissional chegou a ir ao trabalho, mas apenas no período da manhã. Os médicos que atuam na cidade devem começar a voltar para a ilha caribenha no sábado. Atualmente, a Administração Municipal explicou que é realizada a cobertura mínima nas cinco equipes em.que as cubanas se encontravam atuando, mas não é o ideal. Eram feitas cerca de 600 consultas por mês pelo Programa Mais Médicos. A Prefeitura aguardaa substituição destes médicos através do novo edital que foi lançado. A prefeitura de Itanhaém não respondeuA Tribuna On-lineaté a publicação desta matéria.