Prefeituras prometem mais vagas em creches na Baixada Santista

Em Santos, serão 8.725 oportunidades no próximo ano, o que representa um aumento de 3, 69% em relação a 2018

Por: Da Redação  -  24/12/18  -  19:06

Neste ano, Santos ofereceu 8.414 vagas na educação infantil, quase 5% a mais do que no ano passado. Para 2019, pretende ampliar para 8.725 – 3,69% a mais.


Para isso, a Prefeitura contabiliza as vagas que serão abertas com a inauguração, no próximo ano, de duas unidades de Educação Infantil, na Vila São Jorge e no Piratininga. Juntas, elas terão 284 vagas.


Ao se somar o que deve ser aberto em Santos e o que se planeja para Bertioga, Cubatão e São Vicente, estão previstos mais 1.255 lugares para crianças de até 3 anos nessas cidades. Os outros municípios não fizeram projeções.


Número de novas vagas deve ser de 284 apenas em Santos
Número de novas vagas deve ser de 284 apenas em Santos   Foto: Rogério Soares/ AT

Em Bertioga, o número de crianças atendidas deve passar de 1.803 para 1.900. Espera-se abrir mais 400 vagas, em 2020, com duas novas creches em Boraceia e Indaiá.


Neste ano, Cubatão reduziu o atendimento na Educação Infantil após fechamento de duas creches conveniadas: queda de 3.337 para 3.161 vagas, de 2017 para este ano. Porém, a reorganização na rede permitirá oferecer 3.408 lugares em 2019, diz o Município.


Em São Vicente, a abertura de creches próprias (Samaritá e Parque Continental) e o convênio com outras duas (Vila Margarida e Tancredo Neves) deve ampliar o atendimento de 5.200 para 5.800 crianças.


Importância


O presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Ensino (Undime) São Paulo, Luiz Miguel Martins Garcia, afirma que são muitos os argumentos sobre a importância da Educação Infantil.


A neurociência, por exemplo, trata dos estímulos e da capacidade de aprender nesse período e aponta que existe uma verdadeira janela de oportunidade em relação ao aprendizado.


“No entanto, ainda é um desafio enorme”, avalia. As principais barreiras são impostas principalmente por infraestrutura e verba. É difícil construir todas as unidades necessárias, tanto por questão financeira quanto de espaço.


Afora isso, Garcia cita que o custo da Educação Infantil é alto. “A Educação Infantil é uma responsabilidade dos municípios, mas temos que discutir o complemento de estados e do Governo Federal, que é o ente federativo que fica com a maior parte do bolo orçamentário”.


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