[[legacy_image_220311]] Pão, manteiga, café, leite e oportunidades de emprego. Segundo o Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sinaspan), o setor prevê 2 mil contratações para a temporada, incrementando uma atividade que gera cerca de 15 mil empregos diretos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Segundo o presidente do Sinaspan, Antônio Pires Gomes, boa parte das vagas deve vir de panificadoras próximas da orla. “É uma área bastante sazonal e que busca atender o fluxo de pessoas dessa época do ano, de temporada. A nossa atividade é bastante operacional. Para isso, precisamos de mais gente para dar conta”, explica. A maioria das vagas está reservada para as funções de copa, padeiro, ajudante de padeiro, confeiteiro e caixa. “Para balconista e copa, por exemplo, existe um nível menor de qualificação. Nesses casos, contam mais a boa vontade e a disposição para aprender, até porque não se exige um conhecimento muito técnico tão significativo. Já nas funções de padeiro e ajudante de padeiro, a experiência conta bastante”, reforça Antônio Gomes. FaturamentoAlém das contratações, a próxima temporada traz um aroma semelhante ao de um café quentinho feito na hora: o de aumento no faturamento. Segundo o presidente do Sinaspan, a expectativa é muito boa, apesar de o calendário não ajudar tanto. “Estamos otimistas. É a primeira temporada mais próxima de uma normalidade, em que pesem a Copa do Mundo e a mudança política pós-eleições. Mas seguimos confiantes, mesmo que Natal e Ano-Novo caiam em dois domingos, o que, para nós, não é tão positivo. Para compensar, teremos o Carnaval, em fevereiro, que sempre acaba estendendo um pouco mais a temporada”, avalia o representante do setor. Ele lembra, ainda, que o preço do dólar é um estímulo a mais para o turismo local — e, consequentemente, a procura pelas padarias e confeitarias. ConsumidorNa opinião de Antônio Gomes, que tem estabelecimentos nos bairros Estuário e, mais recentemente, no Campo Grande, em Santos, o advento dos chamados “empórios”, com um ar mais requintado, não modificou o comportamento do consumidor. “Não considero empório. É tudo padaria, mas existem multiformatos. Há a mais tradicional, de bairro e a megapadaria, com 170 funcionários num único endereço. O importante é que todas estão passando por um processo de modernização, de atualização”, pondera. Ele garante que a padaria não está associada apenas à compra do pão e do leite, como era no passado, mas ela deseja capturar clientes em todos os momentos de compra e consumo. O que não muda é a preferência pelo pão francês — média, para os santistas —, que, mesmo ainda reinando no gosto do consumidor, divide espaço com outros itens. “O pão francês, a nossa média, ainda é o carro-chefe, mas vem perdendo representatividade dentro da padaria, por ela ter incorporado novos produtos e serviços. Hoje, ele representa 20%, na média, do faturamento”, complementa Gomes. DicasO presidente do Sinaspan dá duas sugestões para quem deseja uma das vagas da temporada. “Uma delas é enviar currículo para recrutamento@sinaspansantos.com.br, porque vai ficar disponível para todas as padarias associadas. Mas também cabe, para quem tiver interesse, imprimir o currículo e entregar nas padarias perto da residência ou próximas da orla, que é onde se vai concentrar o maior número de vagas”, recomenda Antônio Gomes.