Geração de empregos na Baixada Santista cresce no mês de novembro

Balanço foi divulgado pelo Caged. Ao todo, no último mês, foram criados 1.202 vagas

Por: Eduardo Brandão & Da Redação &  -  23/12/18  -  09:30
Setor do comércio, com contratações temporárias, ajudou a levantar índice em novembro
Setor do comércio, com contratações temporárias, ajudou a levantar índice em novembro   Foto: Rogério Soares/AT

O ritmo da geração de empregos com carteira assinada na Baixada Santista voltou a crescer em novembro, conforme o balanço mensal do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Cadeg), divulgado pelo Ministério do Trabalho. A região criou 1.202 vagas, número que é quase 2,5 vezes acima dos 475 postos de trabalho gerados em outubro.


Trata-se do melhor resultado para o mês desde 2014, quando foram abertos 1.750 novos empregos formais. Os números sinalizam leve recuperação do mercado de trabalho local, que acumula de janeiro a novembro a abertura de 1.311 vagas formais. Historicamente, novembro tende a resultados positivos devido às contratações temporárias do comércio.


De acordo com o Ministério do Trabalho, a região verificou no mês passado 9.069 admissões e 7.867 demissões. No mesmo período do ano anterior, os municípios criaram apenas 169 empregos com carteira assinada – diferença entre as 7.983 contratações e os 7.814 desligamentos.


Novembro é o quinto mês consecutivo com criação de empregos na Baixada Santista, de acordo com o Caged. Também registrou o segundo melhor resultado no ano – atrás apenas de setembro, com de 2.126 vagas com carteira assinada.


Balanço por cidade


Santos comandou a retomada ao abrir 660 novos postos – diferença entre as 4.053 contratações e 3.393 demissões. Comércio (598) e Serviços (108) foram os setores que mais empregaram.


Já telemarketing (-154), vigilante (-40) e porteiro de edifícios (-20), foram os que mais demitiram. São Vicente (298) e Praia Grande (255) aparecem na sequência. Os dois municípios foram os únicos acima dos três dígitos com saldo no número de carteira assinada. Bertioga (99), Itanhaém (99) e Peruíbe (64) completam o ranking no azul.


Os números foram puxados por abertura de vagas no comércio e serviços. Especialistas ouvidospela Reportagem afirmam que os setores são os que mais empregam durante a alta temporada. “A tendência que tem se mostrado é de uma lenta e gradual recuperação dos indicadores econômicos”, diz a economista Ana Carla Abrão – opinião similar à do economista Flávio Calife.


Resultados negativos


Na contramão Cubatão (-121), Guarujá (-112) e Mongaguá (-10) encerraram o mês no vermelho. No caso da primeira cidade, paradas programadas no polo industrial explicam os números negativos.


Segundo o prefeito de Guarujá, Valter Suman (PSB), a tendência é de melhora nos indicadores no próximo mês. Ele afirma que apenas uma rede de supermercado gerou 400 vagas na Cidade – que serão computados em dezembro. Cita, ainda, a abertura de pequenas e médias empresas.


O resultado na região segue a tendência do restante do País. O Estado de São Paulo ajudou a ditar o ritmo de recuperação do mercado de trabalho brasileiros no mês passado, com a criação de 17.745 postos com carteira assinada.


O saldo equivale a um em cada três vagas geradas no Brasil, que encerrou novembro com 58.664 novas vagas.


Acumulado do ano


Conforme os dados do Caged, as demissões na Baixada Santista no ano reverteram a tendência de queda. De janeiro a novembro, foram abertos 1.311 postos – saldo entre 93.994 admissões e 91.945 demissões. Esse é o primeiro resultado no azul desde 2013, início da crise financeira nacional, e quando foram abertos 2.005 postos. De lá para cá, as cidades verificaram deficit, que somados ultrapassam 48 mil vagas fechadas.


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