Dívida de condomínio tem menor inadimplência desde 2004

Segundo especialista, medidas adotadas por síndicos de prédios evitaram que a situação piorasse, como suspensão temporária da cobrança de fundos de obras ou de reserva

Por: Da Redação  -  28/01/21  -  22:25
Índice considera inadimplente o morador que atrasar o pagamento da cota por 90 dias
Índice considera inadimplente o morador que atrasar o pagamento da cota por 90 dias   Foto: Matheus Tagé/AT

A inadimplência no pagamento da taxa de condomínio, no ano passado, foi a mais baixa no Estado desde 2004: 2,17%. É o que aponta Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (AABIC), que há 16 anos divulga o Índice Periódico de Mora e Inadimplência Condominial (Ipemic). A pesquisa foi feita em 2.734 prédios.


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Não há dados regionais, mas o presidente do Sindicato dos Condomínios Prediais do Litoral Paulista (Sicon), Rubens Moscatelli, estima que o índice tenha ficado estável na Baixada Santista. Esperava-se que, com a pandemia, aumentasse, mas observa que ações adotadas por síndicos de prédios evitaram que a situação piorasse. “Teve condomínio que deixou de cobrar fundo de reserva, fundo de obras, por um determinado período, tudo para reduzir o impacto financeiro”, explicou.


O Ipemic considera inadimplente o morador que atrasar o pagamento da cota por 90 dias, após a data do vencimento. Portanto, os balanços do ano são divididos em quatro trimestres. O levantamento de dezembro também abrange outubro e novembro.


Meses anteriores


Durante o ano, o índice de inadimplência oscilou. Em março, no período pré-pandemia, a taxa era de 2,28%. Em junho, porém, o resultado foi 3,43%, o mais alto registrado em 2020, mas houve queda nos dois trimestres seguintes.


Para o presidente da AABIC, José Roberto Graiche Júnior, os índices de inadimplência foram moderados, mesmo na pandemia, porque a população ajustou despesas. Também pensa que moradores deram mais importância ao pagamento da taxa condominial, para manutenção de edifícios. “As medidas de distanciamento social impostas em 2020 contribuíram para o convívio das famílias, que passaram a ficar mais tempo nos mesmos espaços, e para a valorização dos serviços prestados nos empreendimentos”, afirma.


Aluguéis

A inadimplência do aluguel, porém, subiu. Em dezembro, apresentou alta na comparação com o mesmo mês em 2019: de 0,71% para 2,56%. O balanço faz parte do Índice Periódico de Mora e Inadimplência Locatícia (Ipemil), também da AABIC. Ele leva em conta locações de imóveis residenciais e comerciais.


O presidente da associação aponta que a situação reflete, em parte, uma pressão dos custos observados em vários setores da economia por causa da crise provocada pela covid-19, o que fez com que muitos inquilinos deixassem de arcar com esse compromisso.


Além da inadimplência, outros inquilinos devolveram salas comerciais ou apartamentos residenciais, o que reflete em alta no percentual de imóveis vagos: saltou de 18% (antes de março de 2020) para 24,76% em dezembro do ano passado.


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