[[legacy_image_[[legacy_image_65842]]]] O dirigente regional de ensino da secretaria da Educação do Estado de São Paulo, responsável pelas escolas estaduais de Bertioga, Guarujá, Cubatão e Santos, sugeriu que professores e profissionais da área façam serviços de carpir o mato das unidades de ensino. A fala não repercutiu bem entre os professores e demais pessoas que atuam na área. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! O caso aconteceu quando o dirigente regional, professor João Bosco Arantes Braga Guimarães, discursava durante uma reunião, realizada de forma remota, sobre o planejamento das escolas estaduais visando o calendário de 2021. A reunião ocorreu em 21 de janeiro. A transmissão remota estava disponível para assistir, no canal oficial da Diretoria Regional de Santos (DER-Santos), mas foi retirado do ar na noite de sexta-feira (5). Em determinado momento em sua fala, o dirigente fazia menção sobre o retorno dos professores para as escolas, quando fez a sugestão de que professores e supervisores das instituições usem 'roçadeiras para carpir o mato', além de 'cortar galho de árvore alta'. "Escola preparada, roçada. Pega lá uma roçadeira. As vezes foram três supervisoras na escola, dá uma roçadeira para cada uma e vamos roçar o mato. Os PCNPs (Professor Coordenador de Núcleo Pedagógico) estão lá na escola, já deu a parte deles de serviço, porque nós temos toda a semana que vem ainda, não tem aula semana que vem, tem só planejamento. Aí, os PCNPs deram uma chegada na escola, dois três, a roçadeira tá lá parada, já pega e já vai limpar. Quem tiver árvore alta, já pede pra subir no pé e cortar galho", disse, durante reunião que ainda contava com o calendário com retorno das aulas em 1º de fevereiro. ATribuna.com.br conversou com um professor que atua em uma escola estadual da Baixada Santista. Ele, que preferiu não se identificar, repudiou a fala do dirigente, afirmando que o pensamento de acúmulo de funções, vem do próprio secretário da pasta, Rossieli Soares. "O dirigente é conhecido por ser intransigente e incoerente em muitas questões. Ao fazer essa 'orientação', ele simplesmente falha como gestor-mor da Diretoria de Ensino de Santos, pois é da incumbência dele junto aos diretores das escolas contratar força de trabalho para esse fim", relatou, "Vê-se claramente na fala do dirigente a reprodução do mesmo discurso do secretário (Rossieli Soares) no sentido de gerar acúmulo de funções. Durante a pandemia, tivemos que realizar função de diretor, coordenador, coordenador de área e agente de organização escolar em nome da famigerada busca ativa", completou o profissional. [[legacy_image_65843]] ATribuna.com.br tentou entrar em contato com o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), mas não obteve resposta até a publicação da reportagem. Em nota, a Secretaria da Educação (Seduc-SP) esclarece que o dirigente regional de Santos se expressou de maneira inadequada. Acrescentou dizendo que o dirigente será reorientado e está à disposição para esclarecimentos. Confira nota na íntegra A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) esclarece que o dirigente regional de Santos se expressou de maneira inadequada durante a reunião. As escolas da rede estadual possuem contratos com empresas de limpeza para a realização deste tipo de trabalho, inclusive através de investimentos como o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). Em 2020, as 5,1 mil escolas estaduais receberam R\$ 700 milhões pelo Programa Dinheiro Direto na Escola de SP. A verba foi destinada para manutenção e conservação das unidades para a volta segura das aulas presenciais. Outros R\$ 700 milhões já foram liberados para os preparativos do ano letivo de 2021. O dirigente será reorientado e está à disposição para esclarecimentos.