Dentista vicentina toma vacina contra Covid-19 nos Estados Unidos: 'Me sinto super bem'

Nathalia Paiva de Andrade comemora aplicação do imunizante e afirma não ter sentido efeitos colaterais

Por: Daniel Gois  -  11/01/21  -  17:05
Vicentina Nathalia Paiva de Andrade tomou primeira dose de vacina contra Covid-19 nos EUA
Vicentina Nathalia Paiva de Andrade tomou primeira dose de vacina contra Covid-19 nos EUA   Foto: Arquivo pessoal

Alegria na mente e sem efeitos colaterais pelo corpo. É dessa forma que a dentista vicentina Nathalia Paiva de Andrade, de 29 anos, está se sentindo após tomar a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Ela mora nos Estados Unidos há cinco anos, onde é residente na faculdade de odontologia da Universidade de Michigan.


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A brasileira tomou a primeira dose da vacina da Pfizer, e agora aguarda 21 dias para se vacinar com a segunda dose. A brasileira conta que, após a aplicação do imunizante, sentiu apenas uma leve dor no braço, mas sem febre ou qualquer outra anormalidade.


"Estou me sentindo super bem e muito feliz em ver que a gente pode se sentir mais tranquilo tomando a vacina, podendo ter contato com as pessoas e a vida podendo voltar um pouco mais ao normal. É um sentimento de felicidade muito grande ver que a gente está um passo mais perto da resolução da pandemia", disse a dentista em conversa com ATribuna.com.br.


Nathalia era moradora de São Vicente, no litoral de São Paulo, e mora há cinco anos em Ann Arbor, cidade com cerca de 122 mil habitantes localizada no estado de Michigan. A vicentina conta que a vacinação em solo americano teve início há cerca de três semanas, com foco inicial nos profissionais da saúde. Em seguida, serão imunizados idosos, pessoas do grupo de risco e que trabalham em serviços essenciais, até chegar na fase de vacinação em massa.


A vicentina comemora o fato de ninguém da equipe em que trabalha ter testado positivo para Covid-19, assim como os pacientes. Ela afirma que teve apenas uma gripe comum, no início da pandemia, mas que testou negativo para a Covid-19.


“Quando fiz o exame no começo da pandemia, os médicos disseram que, se eu tivesse, não tinha nada pra fazer, porque não tinha tratamento. Eu tinha que voltar pra casa e voltar pro hospital se tivesse uma crise respiratória grave. Foi assustador. É uma doença que a gente nem sabe muito bem como manejar. Isso reforça ainda mais a importância de tomar a vacina e se prevenir. Tomar a vacina não é pra proteger só a si mesmo, mas também proteger a sociedade de continuar passando por essa situação“, alerta.


Brasileira Nathalia Paiva de Andrade comemora aplicação de vacina contra Covid-19
Brasileira Nathalia Paiva de Andrade comemora aplicação de vacina contra Covid-19   Foto: Arquivo pessoal

Situação no Brasil


De longe, Nathalia também acompanha a situação da pandemia em solo brasileiro e faz um apelo para que a população não deixe de se vacinar.


"Como cientista, posso afirmar que uma vacina não seria aprovada para aplicação se não fosse segura e eficaz. As pessoas devem confiar na ciência. Tem muito estudo, dedicação e seriedade para o desenvolvimento de uma vacina. A saúde deve ser priorizada. Tomar a vacina é uma questão de responsabilidade social”, destaca.


A moradora de Michigan afirma que, na cidade onde mora, desde o início da pandemia as regras têm sido rigorosas e os moradores cumpriram os protocolos ao máximo. Em novembro, o município de Ann Arbor decidiu adotar regras mais rígidas para conter os casos de Covid-19.


“Na cidade onde moro, as regras foram bem exigentes desde o começo e todo mundo seguiu. Estamos com os restaurantes abertos, mas só para retirada de alimentos. É diferente do que acontece nos Estados Unidos no geral. Em outros lugares, como na Flórida, os estabelecimentos estão abertos e tudo segue funcionando normalmente. Em cidades maiores, está bem difícil de controlar, como no Brasil também”, explica.


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