Crianças na praia? Veja dicas para aproveitar o passeio com segurança

Segundo dados do GBMar, apenas na última temporada, 277 pequenos se perderam nas praias da Baixada Santista

Por: Cássio Lyra & De A Tribuna On-line &  -  22/12/18  -  09:37
Bombeiros pedem atenção aos responsáveis durante a temporada
Bombeiros pedem atenção aos responsáveis durante a temporada   Foto: Irandy Ribas/AT

Verão, praias cheias e o risco de sempre: uma distração de segundos é suficiente para a criança se perder, fazendo com que o momento de lazer se transforme em uma grande dor de cabeça. Dados do Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar) apontam que 277 crianças se perderam nas praias da Baixada Santista na última temporada, reforçando a importância dos cuidados por parte de pais e responsáveis.


Segundo orientação do GBMar, quem estiver com criança na praia deve ficar atento a todo o momento. Ao perceber que ela se perdeu, é preciso procurar pessoalmente um guarda-vidas na praia, no Posto de Salvamento Marítimo mais próximo ou por meio do telefone de emergência do Corpo de Bombeiros, o 193.


A Base de Salvamento Marítimo de Santos distribui pulseiras coloridas às crianças. As cores correspondem a setores determinados das praias, facilitando a devolução dos pequenos aos pais. O Corpo de Bombeiros orienta que os responsáveis procurem os guarda-vidas para pegarem as pulseiras.


Entre o limite da praia de São Vicente e o Emissário, a cor é azul. A partir do Emissário, até o Canal 1, a cor é laranja. Entre o Canal 1 e o 2, amarela. Entre o Canal 2 e o 3, verde. Entre o Canal 3 e o 4, novamente azul. Entre o Canal 4 e o 5, laranja. Entre o Canal 5 e o 6, amarelo, e do Canal 6 em diante, a cor é verde.


As cores se repetem, mas, segundo o GBMar, a distância entre uma área e outra da mesma cor é grande, fazendo com que não haja problemas em relação à distribuição das pulseiras e a todo o processo de reencontro da criança perdida com os seus familiares.


Outra forma do responsável pedir ajuda no caso de criança perdida é bater palmas, prática incentivada pela ONG Anjos do Verão, que desde 2006 já ajudou a localizar 1.300 menores. Assim, ele começa a ser ''acompanhado'' por dezenas de banhistas, e as palmas ecoam pela praia, fazendo com que guardas municipais e salva-vidas fiquem em alerta.


Dados por cidade


Enquanto a última temporada registrou 277 casos, o período anterior, entre 2016 e 2017, somou 200 crianças perdidas. Em ambos, Praia Grande é a cidade com maior número de ocorrências: foram 65 crianças na penúltima temporada e 115 neste ano.


Em seguida, vem Santos. Enquanto há dois anos os bombeiros somaram 31 casos, na temporada deste ano o número aumentou para 51. Mongaguá foi a terceira cidade com mais registros confirmados. Entre 2016 e 2017, 23 casos. Nesta temporada, 50.


São Vicente registrou 28 casos este ano, contra 19 na temporada anterior. Bertioga, 9 nesta temporada, contra 12 na última; Itanhaém, 9 neste verão e 20 no anterior; e Peruíbe, 12 neste verão e 13 no anterior. Guarujá teve apenas três casos nesta temporada, contra 17 na de 2016/2017.


Se a criança se perder, o responsável deve procurar um guarda-vidas no local
Se a criança se perder, o responsável deve procurar um guarda-vidas no local   Foto: Nirley Sena/AT

Aplicativo de ajuda


Para ajudar a localizar crianças perdidas na praia, o projeto Anjos do Verão lançou o aplicativo AAAngels. A plataforma, disponível nas lojas virtuais Google Play e Apple Store, permite que o usuáriocadastre o menor com nome, idade e dados dos pais. Se ele se perder, fica mais fácil localizá-lo usando o app.


''Mesmo que o banhista vá à praia sem o celular, e precise do aplicativo para encontrar seu filho, neto ou sobrinho, ele pode procurar comerciantes e outros vendedores que também já estarão utilizando essa ferramenta para ajudar na localização”, explica Rui Silva, idealizador do projeto.


Criada em 2006, em Guarujá, a ONG Anjos do Verão atua nas praias da cidade. Em 12 anos, chegou a atuar também em Santos e Praia Grande, por meio de parceria com as prefeituras. Até agora, o projeto ajudou a localizar mais de 1.300 crianças.


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