[[legacy_image_119119]] Caminhoneiros que atuam no Porto de Santos já iniciaram a paralisação no bairro da Alemoa, em atos de defesa de políticas para a categoria e pela mudança no sistema de reajuste de combustíveis. Durante a madrugada desta segunda-feira (1°), por volta das 2h, segundo informações preliminares, houve um princípio de confusão no bairro Alemoa, onde policiais dispersaram manifestantes. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Nesta manhã, motoristas se reúnem no início da Avenida Engenheiro Augusto Barata, conhecido como Retão da Alemoa. Há uma decisão da Justiça Federal de Santos, a pedido da Autoridade Portuária (APS), proibindo bloqueios dos acessos portuários. Do contrário, caminhoneiros estarão sujeitos a multa diária de R\$10mil, e empresas, de R\$100mil. Outra decisão, da 1ª Vara Cível de Santos, também proíbe bloqueios decorrentes da greve. Foi um pedido da Ecovias, válido para as rodovias do Sistema Anchieta-Imigrantes e suas vias de acesso. O objetivo dos caminhoneiros é chamar a atenção do Governo Federal, que já recebeu uma série de reivindicações dos profissionais. Entre elas, cumprimento do piso mínimo do frete rodoviário, aposentadoria especial a partir de 25 anos de carreira e o fim da política de preço de paridade de importação da Petrobras para combustíveis. As sucessivas altas nos preços do óleo diesel também desagradam aos caminhoneiros, que não concordaram com o plano do Governo Federal de oferecer um auxílio mensal de R\$400,00 aos trabalhadores. CONCENTRAÇÃO O presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam),Luciano Santos de Carvalho, declara que cerca de 2 mil associados à entidade devem aderir à greve. Ele salienta que a orientação é de manifestação pacífica. No fim de julho, transportadores da região interromperam as atividades durante um dia, sem impactos à operação do Porto. Outras entidades do setor também devem apoiar o movimento nacional. Em nota, a Polícia Militar disse que agentes do 2º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP) cumpriam uma decisão judicial que proíbe a interdição da via próximo ao Porto de Santos e intervieram em um protesto, cujos manifestantes tentavam impedir o fluxo de veículos. A corporação afirma que "foi necessário o uso de técnicas de controle de tumulto para dispersar os presentes". Um homem chegou a ser levado para o 1º Distrito Policial de Santos por incitar manifestantes a interditarem a pista. Na delegacia, ele foi ouvido e liberado.