Baixada Santista abre 1.146 empregos formais no 1° trimestre de 2022

Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), foram criadas 326 vagas em março

Por: Sandro Thadeu  -  01/05/22  -  12:15
Em março, o setor que mais se destacou na região foi a construção civil
Em março, o setor que mais se destacou na região foi a construção civil   Foto: Vanessa Rodrigues/AT

A Baixada Santista fechou o primeiro trimestre deste ano com um saldo positivo de 1.146 empregos com carteira assinada, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), mantido pelo Ministério do Trabalho e Previdência. Nesse período, foram registradas 37.429 admissões e 36.283 demissões.


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Após iniciar janeiro com um balanço de 889 vagas fechadas na região, houve uma recuperação expressiva em fevereiro (1.709) e esse cenário foi mantido no mês passado, mas em uma escala menor (326).


Os números favoráveis nos primeiros três meses deste ano foram puxados em razão dos resultados verificados em Santos (1.970) e em Cubatão (728).


Por outro lado, nas demais cidades, houve um retrocesso na criação de novos postos de trabalho. As maiores quedas ocorreram em Bertioga (-594) e Praia Grande (-376).


A Baixada Santista encerrou o trimestre inicial de 2022 com 345.221 pessoas contratadas com carteira assinada, sendo que praticamente metade delas está atuando em Santos (165.951). Na sequência, aparecem Praia Grande (42.945) e Guarujá (42.684).


O saldo de empregos da região neste mês (326) em comparação ao mesmo período do ano passado também foi maior (112).


Construção civil

Em março, o setor que mais se destacou na região foi a construção civil, que teve um balanço positivo de 456 vagas de trabalho, sendo 223 em Santos e 135 em Cubatão.


Por outro lado, a área com o pior desempenho foi o comércio, que fechou 524 vagas na Baixada Santista.


Bertioga, que teve o pior saldo de empregos na Baixada Santista no mês passado (-274), registrou o fechamento de 105 postos de trabalho nos serviços de administração, conservação e manutenção de prédios, 53 no setor da segurança e 40 no de hotelaria.


Em Praia Grande, foram 192 demissões a mais do que contratações, sendo 129 desligamentos de técnicos e auxiliares de enfermagem.


Cenário negativo

Os dados do Caged do mês passado mostram que o Brasil gerou 136,1 mil empregos com carteira assinada. Ao contrário do que ocorreu na Baixada Santista, o saldo foi menor na comparação com o mesmo período do ano passado (153,4 mil), considerado o pior mês da pandemia de covid-19 no País.


Segundo o Ministério do Trabalho e Previdência, o salário médio de contratação foi de R$ 1.872,07. Esse valor é menor que o registrado em fevereiro, com um decréscimo de R$ 38,72. É o terceiro mês consecutivo que a remuneração média de admissão vem caindo no Brasil.


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