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Avenida Paulista é bloqueada em protesto contra o aumento do ICMS na transação de veículos

Mais de mil carros estão nas ruas da Capital participando da manifestação; cerca de 70 são da Baixada Santista

Por: Matheus Müller  -  23/02/21  -  13:27
Avenida Paulista é bloqueada em protesto
Avenida Paulista é bloqueada em protesto   Foto: Eduardo Reis/divulgação

A Avenida Paulista, na Capital, ficou congestionada das 8h30 Às 11h30, após mais de mil veículos bloquearem as vias em protesto ao aumento no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), principalmente para a venda de veículos seminovos e usados, que passou 1,8% para 5,53% em janeiro, após decreto do governador de São Paulo, João Doria (PSDB).


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O ato foi promovido por empresários, lojistas e entidades ligadas ao comércio de automóveis de diversas regiões do Estado, como Campinas, Jundiaí, Piracicaba, Sorocaba, Bauru, Ribeirão Preto, além da Baixada Santista. Ainda participaram da ação membros de grupos do agronegócio, deputados estaduais e federais.


>> Empresários e lojistas da Baixada Santista protestam contra o aumento do ICMS


O empresário Eduardo Reis, dono da Reauto, participa da manifestação e, segundo ele, mais de 70 veículos da Região (de 30 lojas) subiram a Serra para somar ao protesto. A concentração foi no Pacaembu, de onde partiram para a Paulista, por volta das 8h30.


A carreata seguiu um carro de som até à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), onde foi inflado um bonecão com a imagem do governador João Doria segurando duas sacolas, uma do desemprego e outra do dinheiro arrecadado com o ICMS.


“Estamos em defesa de que caia esse aumento do ICMS, que foi majorado em 207%. É uma luta, pois já é a terceira manifestação que a gente faz e está cada vez mais forte. Em vez de o povo desistir, (o protesto) está aumentando”, aponta.


O aumento na alíquota do ICMS, segundo o setor, impactou em uma redução de até 30% sobre o volume de vendas e tende a culminar em demissões – atualmente são 300 mil empregos diretos e 700 mil indiretos.


Compromisso
Ontem, em live promovida pelo Grupo Tribuna, entidades representantes do setor tiveram a oportunidade de se posicionar perante o secretário de Estado de Projetos, Orçamento e Gestão, Mauro Ricardo Machado Costa, que se comprometeu a conversar com as partes para buscar novas alternativas.


“O Paulo (Corrêa Jr, deputado estadual pelo DEM) pode organizar isso (reunião) junto com o setor e eu convido também a Secretaria da Fazenda a participar da discussão”, indicou.


Informalidade
O presidente do Sindicato Comércio Varejista Veículos Automotores Usados Estado SP (Sindiauto), Marcelo Cruz, aponta que o aumento da alíquota do ICMS, mesmo reduzida em abril para 3,91%, ainda assim será prejudicial ao setor.


"É necessário que o governo se aproxime um pouco mais das entidades para escutá-las e saber o que está acontecendo no momento. Temos dificuldade muito grande de passar esse aumento”.


De acordo com ele, a informalidade tende a aumentar, assim como o número de golpes e pessoas lesadas. Ele revela que tem como trabalhar junto à entidade que representa para formalizar até 40% dos empreendimentos, o que já ajudaria a complementar a arrecadação sem elevar tanto a alíquota.


Cruz revela que, hoje, apenas 20% dos empresários serão afetados com a medida. “80% não pagam e 40% destes são locadoras. Vendem o carro como ativo circulante e estão com lojas espalhadas pelo Brasil, principalmente em São Paulo, com o logo (para a venda de) seminovos. Competem em igualdade conosco perante o cliente, mas em desigualdade perante o governo, porque prejudicam o erário. Estão lesando o erário econômico do governo”.


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