Ano de 2019 promete retomada da construção civil na Baixada Santista

Empresários estão otimistas com os prospectos de crescimento para toda a região

Por: Marcela Ferreira & De A Tribuna On-line &  -  17/01/19  -  09:11
  Foto: Alexsander Ferraz/AT

O cenário é de prosperidade para quem busca realizar o sonho da casa própria neste ano. Com novos empreendimentos em vista na Baixada Santista, construtoras buscam inovar para atender diferentes demandas e correr atrás dos prejuízos dos últimos anos, que terminaram com déficit de vendas.


Segundo o vice-presidente da Associação dos Empresários da Construção Civil da Baixada Santista (Assecob), Gustavo Zagatto Fernandez, as perspectivas para a construção civil na Baixada Santista em 2019 são muito animadoras. Ele conta que, em 2018, houve uma melhora sensível em relação aos anos de 2015, 2016 e 2017, que terminaram com saldos negativos.


AT – Por quais motivos o ano de 2018 terminou com resultados negativos para a construção civil?


Gustavo Zagatto Fernandez - Desde 2013, a retração do PIB da construção civil já é maior que 21%. Mas, acreditamos que 2019, do ponto de vista do PIB, seja um ponto de inflexão, e tenhamos um saldo positivo. Do ponto de vista de emprego, é a mesma coisa, tivemos uma redução do número de vagas em 2018, mas em um ritmo menor do que nos últimos anos.


AT - A economia nacional e as eleições tiveram impacto no mercado imobiliário aqui da região?


Fernandez - As eleições afetaram muito positivamente o setor da construção civil, e o mercado de um modo geral. Desde quando o agora ex-presidente Temer assumiu, já houve um aumento grande do otimismo, principalmente com a aprovação da reforma trabalhista. Como o atual governo do presidente Bolsonaro já sinalizou uma agenda reformista e uma administração buscando a redução do déficit, isso animou muito os empresários, bem como os compradores. Isso faz com que os empresários voltem a investir em novos lançamentos, postergados nos últimos anos, e os compradores voltem a pensar em um novo imóvel.


AT – Quais padrões de empreendimentos têm maior procura na Baixada Santista?


Fernandez - O padrão depende um pouco de cidade para cidade, mas, realmente, existe uma tendência de unidades menores em todas as cidades. Isso se deve ao fato de que unidades menores acabam sendo mais baratas, e também ao fato de que, hoje, as pessoas passam menos tempo em casa. O mercado de luxo sempre existirá, mas em um volume menor. E existe, sim, uma tendência moderna de co-working e co-living, principalmente para estudantes e terceira idade, que deverá crescer nos próximos anos.


AT - Em quais cidades os empreendimentos estão crescendo mais?


Fernandez - As cidades que mais crescem na região em número de habitantes são Praia Grande e Bertioga. Por isso, o mercado nestas duas regiões tem sido e continuará sendo muito grande. Santos, apesar de não possuir um crescimento habitacional expressivo, ainda é o centro econômico da região, e por isso atrai muita demanda. Mas, como em Santos a área de expansão urbana é limitada e compete com o Porto, os imóveis acabam sendo mais caros. Com isso, cidades próximas, como São Vicente e Guarujá, que nos últimos anos tiveram poucos lançamentos, terão uma grande oportunidade de crescimento.


Apartamentos menores têm mais procura na região


O sócio-proprietário da construtora MGQ, Rafael Garcia, também é otimista quanto aos prospectos para 2019 na Baixada. Garcia defende que o cenário político atual foi decisivo para que clientes se sentissem mais confiantes em adquirir imóveis. Para ele, 2019 será um ano de retomada. “Criou-se uma expectativa de mais confiança, com a população querendo comprar mais, sem medo de investir”, conta.


Por outro lado, ele acredita que as cidades de Santos e Praia Grande sejam as principais potências para o crescimento imobiliário da região. “As cidades têm mais estrutura e, por isso, são as que mais vêm crescendo em volume de obras e lançamentos”, conta.


Sobre a demanda, Rafael Garcia conta que os empreendimentos que serão lançados neste ano seguem a tendência de apartamentos cada vez menores. “Este ano, esperamos uma demanda para todo tipo de imóvel, mas o maior volume vai ser de um e dois dormitórios, é o que vai ter maior volume de absorção. É nisso que estamos focando nossos lançamentos, também”, finaliza.


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