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Sexta-feira

18 de Outubro de 2019

Fórum A Região em Pauta discute assuntos relacionados à economia criativa

Novas relações de trabalho podem transformar ideias em bons negócios, com capital intelectual. Inclusive, na Baixada Santista

Transformar uma ideia em negócio economicamente atraente, a partir do capital intelectual e da criatividade. É assim que empresários, na região e no resto do mundo, estão criando novas relações de trabalho. O fórum A Região em Pauta, iniciativa de A Tribuna, discutiu nesta segunda-feira (25) Economia Criativa e Inovação.

“Os setores ditos criativos, que mexem com a criatividade humana vinculados à cultura, ciência e tecnologia, são os que mais subitamente crescem na economia mundial”, diz a administradora e economista Ana Carla Fonseca, a Cainha, professora na Fundação Getúlio Vargas e na Universidade Nacional de Córdoba, na Argentina.

Para essas ideias serem concretizadas, não é preciso um local de trabalho, pois uma das características da Economia Criativa é que suas atividades podem ser desenvolvidas em uma cafeteria ou em casa.

As atividades são das mais variadas. De propostas para incrementar o turismo e proporcionar novas experiências aos viajantes, para que eles mergulhem na comunidade que visitam, até equipamentos de tecnologia inovadora e altamente sustentável.

“Sensores na geladeira conseguem indicar quais comidas vão estragar. A geladeira sabe as minhas preferências e é capaz de indicar receitas para combater o desperdício alimentar e fazer com que as pessoas prefiram comida de verdade, não o fast food”, cita a professora Cainha.

Baixada Santista

Na opinião do secretário de Governo da Prefeitura de Santos, Rogério Santos, a cidade tem características que incentivam a Economia Criativa, como boa qualidade de vida e a tradição, trazida pelos imigrantes.

“Mas também temos problemas: temos palafitas, cortiços, áreas de invasão nos morros. Por isso, optamos pela Economia Criativa como política de governo para reorganizar nosso território, como o Centro Histórico, já que são atividades inclusivas, como artesanato até a alta tecnologia”, explica o secretário.

Por isso, o alvo do Poder Público têm sido os bairros mais pobres, oferecendo cursos de capacitação e desenvolvimento de ideias. “O desafio é como reurbanizar essas áreas degradadas sem expulsar as pessoas que moram lá. A resposta é qualificando e dando oportunidade”, conclui.

O Lab 4D, Laboratório de Inovação de Impacto, da empresária Denise Covas Borges, é um exemplo de teoria posta em prática. “Não acredito numa coisa mega. Acredito na continuidade de várias ações, achando singularidades e transformando aquilo num produto ou num negócio”, explica Denise.

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