Estado de São Paulo estuda manter aulas on-line

Ensino remoto permaneceria na primeira etapa de retorno das aulas presenciais, diz secretário da Educação em live promovida pelo Grupo Tribuna

O Governo do Estado estuda a possibilidade de as famílias optarem por manter o aluno no ensino remoto na primeira etapa de retorno às aulas presenciais. Assim disse nesta terça-feira (4) o secretário estadual da Educação, Rossieli Soares, em transmissão ao vivo no Facebook do Grupo Tribuna. “E os profissionais com alguma comorbidade não precisarão voltar neste momento. Eles ficarão em teletrabalho”, declarou.

A data de retorno ainda não está definida. Nesta sexta-feira, o secretário deve anunciar, ao lado do governador João Doria (PSDB), se a previsão inicial de retomada em 8 de setembro se confirmará. Para que isso aconteça, 80% do Estado deve estar na fase amarela do Plano São Paulo 28 dias antes da retomada escolar. O percentual precisa chegar a 100% até 21 de agosto.

“Eu sou absolutamente contra não voltar às aulas neste ano. Temos que ter todo o cuidado, mas não devemos falar em não voltar. É uma avaliação que deve ser feita toda semana”, ressaltou Soares.

Na primeira etapa de retorno, cada escola poderá trabalhar com até 35% de sua capacidade total, revezando as turmas em aulas presenciais e remotas. Na segunda etapa, que também está condicionada aos avanços de fase no Plano São Paulo, a previsão é que até 70% dos alunos voltem às escolas. Até que, na terceira etapa, todos retomem atividades pessoalmente.

Para chegar à última fase, será preciso que ao menos 13 dos 17 departamentos regionais de Saúde estejam por outros 14 dias na fase verde. Se uma região regredir para as fases mais restritivas – vermelha e laranja –, a reabertura das escolas será suspensa em todas as cidades daquela área.

“Não voltar este ano é só se não tivermos condições (do ponto de vista da Saúde). Mas se tivermos, nem que seja por dez dias, isso é importante”, afirmou.

Ele argumenta que os prejuízos na aprendizagem são grandes e que também há impactos sociais e psicológicos em crianças e jovens. Rossieli relata, inclusive, que há casos de depressão entre adolescentes.

Sem garantias 

O secretário diz não haver garantias de segurança: a sociedade terá que aprender a viver o “novo normal”. “Sempre haverá o risco de contaminação para essa ou outras doenças. Desafio de estrutura nós temos e sempre tivemos. Por isso, o plano fala de até 35%. Se não tenho condições de atender 35%, volto com 20%, volto com 15%. Inclusive, tenho dito isso para as escolas”.

Recuperação 

Segundo o secretário, o Brasil é um dos países com maior tempo de escolas fechadas nesta pandemia, e isso causa impacto. Ele compara que, na época da H1N1, São Paulo parou por três semanas, e a perda na aprendizagem foi de 4,5 pontos.

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