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Quinta-feira

13 de Agosto de 2020

Entidade defende abertura dos shoppings por 8h na fase laranja em SP

Pelas atuais regras, as cidades classificadas na segunda fase do Plano SP podem permitir o funcionamento desses empreendimentos por apenas quatro horas por dia

A Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) pede a ampliação do horário de funcionamento desses estabelecimentos nos municípios paulistas que avançaram para a fase laranja do Plano SP – que prevê a flexibilização da economia paulista. A entidade defende a reabertura por oito horas diária, o que poderia beneficiar os empreendimentos da Baixada Santista – já alocadas na segunda fase de reativação do comércio. 

Atualmente, os shoppings da região (e demais cidades paulistas na fase Laranja) estão funcionando apenas quatro horas por dia (das 16h às 20h) com circulação média de 20% do público em relação ao período anterior à pandemia. A entidade pede que a reabertura segura tenha o horário ampliado por pelo menos oito horas diárias, das 12h às 20h. 

“Já ficou claro que ampliando o funcionamento se evita aglomeração. Sabemos que o faturamento ainda está muito abaixo de pagar os custos de muitas operações comerciais e os lojistas implantaram mais de 20 protocolos para poderem trabalhar com segurança, mas com a certeza de uma reabertura mais ampla.”, diz o presidente da Alshop, Nabil Sahyoun.  

Praças reabertas em horário restrito   

O presidente da entidade que reúne 105 mil lojistas de todo o país, acredita que a reabertura das praças de alimentação nos shoppings poderá incrementar a circulação de pessoas em mais 20%.  A Alshop defende que os estabelecimentos funcionem por pelo menos oito horas nesta fase. 

“Isso poderia incluir o chamado ‘movimento do almoço’ que pode melhorar a situação dos lojistas. Boa parte dos escritórios já iniciaram um retorno às atividades e a maioria dos centros de compra na capital está inserida nestas áreas comerciais.”, explica Sahyoun.  

Pesquisa   

Uma pesquisa da entidade, feita entre 24 e 26 de junho, concluiu que 32% dos lojistas relataram queda de 90% no faturamento, enquanto para 41% a receita caiu em até 80% durante os primeiros dias de reabertura do comércio. “Há um receio da população, o que é louvável, uma preocupação com o transporte público, com as periferias e com as feiras livres, onde nada mudou. Mas nos shoppings, os ambientes são controlados, com máxima limpeza e com todos os protocolos sanitários aprovados pela Secretaria da Saúde”, destaca.   

Sahyoun lembra que nos últimos quinze dias os números da pandemia na capital paulista mostram uma redução consistente no número de casos, o que permite uma ampliação na retomada da economia. “O varejo e o setor de serviços são os maiores empregadores do país e precisamos retornar urgente à normalidade das atividades, sempre preocupados com a vida das pessoas. Por isso, os shoppings são as melhores opções do país do ponto de vista da segurança oferecida aos consumidores.”, finaliza. 

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