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Sábado

8 de Agosto de 2020

Deputada federal garante a gestores da Educação da Baixada Santista que Fundeb será mantido

Segundo Rosana Valle, recurso se tornará permanente, além de receber maior aporte do Governo Federal

A deputada federal Rosana Valle (PSB) garantiu que o Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) não será extinto e se tornará permanente.

A parlamentar falou sobre o futuro do fundo durante reunião com os secretários de Educação da Baixada Santista, nesta sexta-feira (10).

Rosana foi convidada a participar da reunião do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista (Condesb) pela secretária de Educação de Santos, Cristina Barletta, junto com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).

Participaram da reunião, que contou com a presença do dirigente regional de Ensino, João Bosco, a dirigente regional da Saúde, Paula Covas, e técnicos da área de saúde, que trataram da retomada das aulas na rede pública.

A pessebista também convidou a deputada federal professora Dorinha Seabre Rezende (DEM-TO), relatora da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 15/15, que torna o Fundeb permanente na Constituição Brasileira. A parlamentar disse que 99% dos partidos estão fechados na manutenção do Fundeb e aprovarão as alterações que garantem a permanência do fundo. 

Rosana disse que a bancada paulista dos deputados federais está unida nesta questão, bem como um grande número de parlamentares em todo o Brasil. “A meta é que o aporte do Governo Federal, até 2026, passe dos 10% para 20%, aumentando os recursos à disposição das escolas”, disse a parlamentar que é membro da comissão que discute o futuro do Fundeb, no Congresso Nacional.

Projeto

Os principais pontos do substitutivo, que será a base do parecer de plenário, tratam da inserção do planejamento das políticas sociais no capítulo da ordem social da constituição; da garantia do direito à educação e à aprendizagem ao longo da vida; do aumento gradual da complementação da união para atingir o equivalente a 20% do valor dos recursos aportados aos fundos dos estados; da manutenção das regras atuais para a complementação.

O substitutivo a ser aprovado pede ainda a aplicação na educação pública de parcela da participação no resultado ou da compensação financeira pela exploração de petróleo e gás natural nos termos da lei vigente; previsão da necessidade de elaboração de leis estaduais sobre a cota municipal do ICMS, que considerem indicadores de melhoria nos resultados de aprendizagem e de aumento da equidade, considerado o nível socioeconômico dos educandos; obrigatoriedade de disponibilização de informações e dados contábeis, orçamentários e fiscais, de forma a garantir a rastreabilidade, comparabilidade e publicidade aos dados coletados; que os entes federados exerçam ação redistributiva em relação a suas escolas; garantia de preservação de recursos ante eventual reforma tributária, entre tantos outros.

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