EDIÇÃO DIGITAL

Sábado

29 de Fevereiro de 2020

Venda de botijões de gás a R$ 32 pelo 2º dia seguido provoca grande fila

Ação, desta vez em Cubatão, faz parte da greve promovida pelo Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista; novo protesto está marcado para segunda-feira

Em um ato unificado que contou com a participação de entidades sindicais e movimentos sociais, o Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro-LP) realizou nesta sexta-feira (14) mais uma ação de venda de gás a R$ 32, desta vez em Cubatão.

O valor é quase metade do preço praticado na região. A iniciativa faz parte da campanha de greve da categoria. Na segunda-feira (17), eles farão um protesto em frente à unidade da empresa no Valongo, às 7h.

Na mobilização desta sexta, 250 botijões foram vendidos em terras cubatenses. A fila em frente à Portaria 1 da Refinaria Presidente Bernardes começou a se formar bem cedo, por volta das 4h30. A comercialização teve início às 7h.

Segundo o Sindipertro-LP, o preço do gás sofreu uma disparada em 2019, quando a Petrobras adotou a política de paridade com os preços internacionais. Em vez de medir os custos de produção de gás e petróleo no Brasil pelo real, a moeda brasileira, agora o cálculo ocorre em dólar.

O modelo, dizem os petroleiros, beneficia a importação de combustíveis e GLP, pressionando, principalmente, a população brasileira mais pobre, causando desemprego no país.

Na última quinta-feira (13), a venda aconteceu em Santos. O ato faz parte de uma ação nacional que integra a greve petroleira no país e, além de melhores condições e garantia de emprego, reivindica mudança na política que define o preço do gás de cozinha, colocando fim à paridade de preços com o mercado internacional.

Em resposta para ATribuna.com.br, a Petrobras informou não interferir no preço do gás de cozinha ao consumidor final. Informa que, desde 2002, as importações de GLP foram liberadas e o valor passou a ser definido pelo próprio mercado.

O gás pode ser produzido pela Petrobras, outros refinadores instalados no país, centrais petroquímicas particulares ou, ainda, importado por qualquer empresa autorizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Tudo sobre: