Em apartamentos recém-entregues do Conjunto Habitacional Bruno Covas, em Cubatão, há infiltrações (Cássia da Silva Oliveira/ Arquivo pessoal) Vazamento de gás, infiltrações, rachaduras nos apartamentos. São parte das reclamações dos moradores do Conjunto Habitacional Bruno Covas, na Vila Esperança, em Cubatão, na Baixada Santista. Os primeiros moradores se mudaram em julho, mas problemas já aparecem. “Logo no primeiro dia que mudamos, já houve vazamento de gás. Ficamos três dias sem gás. Fora a infiltração. Tem casa em que a água escorre pela parede, e os fios estão corroídos”, diz a síndica do conjunto, Cássia da Silva Oliveira. Ela explicou que quase todos os apartamentos estão com problemas. “Estamos com 98 moradores. Se for ver, só dez não têm problemas (...) Quando viemos morar aqui, achávamos que era uma coisa. E, quando chegamos, encontramos um pesadelo”. As queixas levaram a Câmara a criar uma Comissão Especial de Vereadores (CEV). Presidida por José Elan dos Santos Gomes, o Batoré (Agir), ela busca soluções. Os prédios foram erguidos pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), estadual. No dia 4, vereadores e a vice-prefeita e Secretária de Habitação, Andrea Castro (MDB), se reuniram. No encontro, apontou-se que os moradores pagam prestações de até R\$ 2 mil por imóveis que nem sequer têm CEP correto. Conforme Batoré, a CEV orientou a Secretaria de Habitação a apelar à Justiça para que a CDHU resolva os problemas e pedirá que representantes da companhia vão à próxima reunião da comissão, em data a definir. O condomínio faz parte do projeto de urbanização da Vila Esperança, promovido pela Prefeitura de Cubatão, com edifícios construídos pela CDHU. Respostas Em nota, a companhia informou que acompanha as demandas dos moradores do conjunto e tem atuado para garantir atendimento adequado. Afirmou que, no dia 2, a assessoria de Relações Institucionais da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação se reuniu com autoridades e representantes do conjunto para alinhar a continuidade do pós-obra. No dia 3 de dezembro, técnicos da CDHU vistoriaram o local. A vistoria identificou ocorrências pontuais por falhas de execução. Segundo a pasta, todas foram corrigidas ou estão em solução pela construtora, com fiscalização pela companhia. Também foi dito que a CDHU mantém equipe de reparos no conjunto que atende por ordem de chamada. Para dúvidas, o telefone é 2104-6900.