Trabalhadores realizam protesto em frente à Refinaria Presidente Bernardes em Cubatão

Categoria afirma que empreiteiras desrespeitam os direitos coletivos dos empregados. Funcionários da estatal reivindicam melhores salários e condições de trabalho

Sindicalistas e trabalhadores realizam um protesto, nesta sexta-feira (24), em frente a Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão. O movimento teve início às 7 horas e reúne empregados diretos da RPBC e operários terceirizados de empreiteiras contratadas pela Petrobras.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil, Montagem e Manutenção Industrial (Sintracomos), Marcos Braz de Oliveira, o Macaé, empreiteiras recém-chegadas à refinaria desrespeitam os direitos coletivos dos empregados garantidos em acordos. Já os trabalhadores diretos da estatal, além de salários e condições de trabalho, também reclamam do sucateamento, fechamento de refinarias e privatização da empresa.

"Empresas que dão um CNPJ aberto participam da licitação, e as empresas de pequeno porte vem para cá e tentam retirar direitos dos trabalhadores e arrochar ainda mais o salário. A manifestação dos sindicatos é para que a Petrobras tome uma providência. Para que a empresa que venha pague o salário que já é praticado na região e mantenha os benefícios, o que não ocorre hoje. Para vocês terem ideia, já temos três empresas que vieram pra cá, quebraram, foram embora e não pagaram o trabalhador. Vem para cá, prestam serviço, pegam o dinheiro da RPBC, vão embora e os trabalhadores ficam a ver navios", comentou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos e Siderúrgicos da Baixada Santista, Claudinei Rodrigues Gato em entrevista à TV Tribuna..

A manifestação também conta com a participação do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindipetro-LP). A paralisão das atividades na unidade deve seguir até às 10h. De acordo com Macaé, o ato é uma advertência. “Se continuar a exploração dos trabalhadores e a entrega desse enorme patrimônio nacional, partiremos para a greve. Uma empresa desse porte e dessa importância para a afirmação do desenvolvimento nacional não pode ser vilipendiada como se os governantes fossem seus donos”, disse o sindicalista.

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