Trabalhadores da refinaria em Cubatão passam mal após consumirem comida estragada

Carne podre, mau cheiro e moscas são algumas das reclamações; casos teriam ocorrido na área administrativa e industrial

Por: Diogo Menezes  -  24/11/23  -  06:37
Atualizado em 24/11/23 - 07:55
Problemas com a alimentação foram registrados por funcionários da Refinaria Presidente Bernardes de Cubatão
Problemas com a alimentação foram registrados por funcionários da Refinaria Presidente Bernardes de Cubatão   Foto: Arquivo/AT

Trabalhadores da Refinaria Presidente Bernardes de Cubatão (RPBC) denunciaram ao Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista (Sindpetro-LP) a qualidade da comida servida nos restaurantes do Centro Administrativo (Cead) da Petrobras, e no Centro de Controle Integrado (CCI), prédio onde funciona a área industrial e de refino de petróleo. Segundo o próprio sindicato, carne estragada, mau cheiro e moscas foram encontradas nas refeições distribuídas aos funcionários.


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Devido às más condições dos alimentos, alguns trabalhadores foram parar na Enfermaria em busca de atendimento especializado. Um deles, que preferiu não se identificar, afirmou que entre os sintomas por consumir o alimento estragado estão o vômito, diarreia, dor de cabeça intensa e calafrios.


De acordo com o Sindpetro-LP, os problemas foram identificados no Cead e no CCI, e classificou os casos como "inaceitáveis", considerando os altos custos dos contratos e direito básico à alimentação saudável e de qualidade, garantido pelo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), e respaldado pela Lei 5811.


Apesar dos registros, o sindicato afirmou que os problemas com a alimentação foram resolvidos. Porém, funcionários ouvidos pela Reportagem garantiram que eles continuam.


Segundo os trabalhadores, esse seria um problema que ocorre há muito tempo na RPBC. “No começo do ano eu passei mal uma primeira vez. Achei que era coisa minha. Mas depois da terceira vez percebi que o problema era com a comida servida. E vários outros colegas também passaram mal”, reclama um dos funcionários.


De acordo com outros trabalhadores ouvidos, há petroleiros que estão optando por almoçar fora da unidade, e outros que preferem trazer a refeição de casa. Tudo para evitar comer o que tem sido servido na refinaria.


Procurado, o Sindpetro-LP informou que uma reunião com a Petrobras foi marcada para esta sexta (24) para tratar do assunto.


A Reportagem também procurou um posicionamento da Petrobras sobre as denúncias feitas pelos trabalhadores ao Sindpetro-LP. Em nota, a estatal informou que "no dia 20 de novembro houve a comunicação de um colaborador quanto à textura e sabor da proteína servida no restaurante. Imediatamente, de forma preventiva, esta proteína foi recolhida, segregada e substituída do cardápio. Uma amostra dessa proteína foi enviada para análise laboratorial externa".


A Petrobras ainda afirmou que não houve "nenhum distúrbio alimentar com empregado próprio ou colaborador contratado". E destacou que "a fiscalização do serviço de alimentação na Unidade é realizada conforme os padrões vigentes da Anvisa".


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