Aumento do nível do Rio Pilões e períodos de chuva forte provocam transtornos à comunidade, que enfrenta alagamentos nas ruas e em casa (Vanessa Rodrigues/AT) A Prefeitura de Cubatão estuda projetos habitacionais para moradores do Bairro Pilões. As análises ocorrem desde fevereiro, quando membros da Secretaria de Habitação se reuniram com lideranças do núcleo para levantar o número de famílias residentes — cerca de 700, ou 2,3% da população da cidade. Na pesquisa, foram utilizados meios como drones, georreferenciamento e coleta de informações. A iniciativa também servirá para o desenvolvimento de políticas públicas no bairro, enquanto não se pode transferir parte dos moradores. “Hoje, temos uma prévia de quem mora no bairro, mas ainda estamos terminando o serviço”, diz a diretora municipal de Habitação, Meire Mendonça. Um dos moradores é o presidente da Associação de Melhoramentos Caminho dos Pilões (AMCP), José Domingos. Apesar da pesquisa, ele criticou a falta de agilidade do Poder Público. “Em fevereiro, houve a atualização cadastral. Mas, de lá para cá, continua a mesma coisa. Não foi feito nenhum trabalho para amenizar os problemas na comunidade. O Governo até atende algumas coisas, mas demora muito. A gente precisa de um olhar mais cuidadoso com a comunidade de Pilões”, comenta. Meire Mendonça explica que a área onde fica o bairro é de preservação ambiental e que estão sendo analisadas iniciativas para melhorar a condição dessas pessoas. “A gente se preocupa muito. Até porque, quando chove forte, ficamos apreensivos por conta do nível da água e do volume da terra. Mas, para realocar essas pessoas, tem que ter uma área segura. Existe uma conversa para isso acontecer. A vontade para que isso ocorra é muito grande.” Levantamento cadastral da comunidade servirá para desenvolver políticas públicas no bairro (Divulgação/PMC) Domingos, contudo, afirma já existir um espaço que serviria de moradia para quem vive em Pilões. “Participei, no ano passado, de uma reunião com o Conselho de Habitação da Prefeitura, e ali foi apresentado o projeto para inserir os moradores. Seria atrás do Hospital Ana Costa (na Vila Nova). Algumas famílias iriam para lá, para habitações que seriam construídas. Outras seriam mudadas para a Ilha Caraguatá.” Apesar de ainda não haver data para a transferência dos residentes, o presidente da AMCP declara que os moradores estão lutando por outras demandas. “Não é porque o Município tem intenção de tirar a comunidade da área de risco que não pode amenizar os impactos de quem mora lá. Queremos uma praça e a recuperação do asfalto. Tem que dar o mínimo de condições para os moradores viverem”, salienta José Domingos.