<div style="clear:both;"> <p class="p-smartimagebox"><img attr-cid="policy:1.457749" attr-version="policy:1.457749:1744319857" class="p-smartimage" src="/image/policy:1.457749/Projeto Canva (2).jpg?f=3x2&w=400&q=0.3" /><br /> <span class="p-smartcaption">A mulher foi presa e, logo depois, liberada (Arquivo Pessoal)</span></p> <p paraeid="{4e447e46-23ea-4507-b76b-9f0a879b7580}{211}" paraid="928081293" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Uma moradora de Cubatão foi presa durante megaoperação da Polícia de Santa Catarina (SC), realizada nesta quinta-feira (10), após movimentações de US\$ 40 mil serem identificadas em sua conta e por ser suspeita de ter envolvimento com uma quadrilha que teria causado um prejuízo milionário a uma empresa do estado catarinense. Logo em seguida, ela foi solta. </span>A ação, que ocorre em todo o Brasil, tem como objetivo desarticular um esquema criminoso responsável por uma fraude de aproximadamente R\$ 6 milhões contra uma fintech — empresas de serviços financeiros que se destacam pelo uso de tecnologia e inovação — sediada em Florianópolis.</p> <p paraeid="{4e447e46-23ea-4507-b76b-9f0a879b7580}{211}" paraid="928081293" xml:lang="PT-BR"><a href="https://www.whatsapp.com/channel/0029Va9JSFuGehEFvhalgZ1n">Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp!</a> </p> <p paraeid="{4e447e46-23ea-4507-b76b-9f0a879b7580}{211}" paraid="928081293" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">A mulher foi capturada em Cubatão e levada para o Palácio da Polícia, em Santos, para os procedimentos legais. Uma parente</span> da suspeita, que preferiu não se identificar, por questão de segurança, contou que foi aberta uma conta digital em nome da mulher. “Essa operação já estava sendo monitorada. Deram um golpe de milhões, e na conta dela foram feitas movimentações de U\$ 40 mil. Ela desconhece essa conta digital”, explicou a parente. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{4a763eb8-c647-49b6-aedc-22d4cae797f8}{237}" paraid="1716184560" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">O advogado Ulysses Ferreira, que representa a suspeita, que já foi solta, informou que acompanhou a oitiva de sua cliente, com o objetivo de prestar esclarecimentos sobre os fatos pelos quais ela está sendo acusada. "A tese inicial é de negativa, porque, na verdade, foi expedido um mandado de prisão temporária, de cinco dias, pelo Estado de Santa Catarina. No entanto, ela sequer conhece Santa Catarina e não tem qualquer envolvimento com os fatos que estão sendo investigados”.</span> </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{4a763eb8-c647-49b6-aedc-22d4cae797f8}{247}" paraid="1358130340" xml:lang="PT-BR"><strong><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">A operação</span> </strong></p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{91c6980c-b2c5-408b-8593-345dc32b43b3}{2}" paraid="464559556" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Combate a Estelionatos, informou que deflagrou a segunda fase da Operação </span>Ghosthunters, com o objetivo de desarticular o esquema que teria causado R\$ 6 milhões de prejuízo a uma fintech sediada em Florianópolis. A ação ocorreu simultaneamente em oito estados, sendo eles Amazonas, Bahia, Ceará, Pernambuco, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e São Paulo. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{91c6980c-b2c5-408b-8593-345dc32b43b3}{12}" paraid="1688001268" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Foram expedidos 23 mandados de prisão temporária e quatro mandados de busca e apreensão domiciliar, cumpridos em 15 cidades: Rio Preto da Eva (AM), Salvador (BA), Caucaia (CE), Caruaru (PE), Belo Horizonte (MG), Betim (MG), São Francisco do Sul (SC), São Bernardo do Campo (SP), Colorado (PR), Ponta Grossa (PR), Santa Helena (PR), Bauru (SP), Cubatão (SP), Itu (SP) e Valparaíso (SP).</span> </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{91c6980c-b2c5-408b-8593-345dc32b43b3}{22}" paraid="672283435" xml:lang="PT-BR"><strong><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Fraude</span></strong> <br /> <span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">De acordo com a Polícia Civil de Santa Catarina, a fraude ocorreu em 15 de julho do ano passado. Na ocasião, houve acesso indevido ao sistema de TI da empresa, resultando na realização de mais de 300 transações fraudulentas. Na primeira fase da operação, o hacker responsável pelo acesso ao sistema foi identificado e preso preventivamente.</span> </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{91c6980c-b2c5-408b-8593-345dc32b43b3}{32}" paraid="1613683967" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">As investigações conseguiram bloquear aproximadamente US\$ 40 mil em criptoativos pertencentes ao autor, apreender um veículo avaliado em cerca de R\$ 120 mil e determinar o bloqueio judicial de até R\$ 4,5 milhões. Após a detecção da fraude, aproximadamente R\$ 1,5 milhão foi recuperado por meio do Mecanismo Especial de Devolução (MED) e outros procedimentos similares.</span> </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{91c6980c-b2c5-408b-8593-345dc32b43b3}{37}" paraid="175603484" xml:lang="PT-BR"><strong><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Segunda fase</span> </strong><br /> <span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">A segunda fase da Operação </span>Ghosthunters concentra-se na identificação e responsabilização de outros possíveis coautores e dos chamados "conteiros" — indivíduos que disponibilizam suas contas bancárias para o recebimento dos valores desviados, com o objetivo de ocultar a origem ilícita dos recursos provenientes da fraude. </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{91c6980c-b2c5-408b-8593-345dc32b43b3}{52}" paraid="1297255539" xml:lang="PT-BR"><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Os criminosos são investigados pelos crimes de furto mediante fraude praticado por meio eletrônico/informático, associação criminosa e lavagem de dinheiro, cujas penas podem chegar a 21 anos de prisão, além de multa.</span> </p> </div> <div style="clear:both;"> <p paraeid="{91c6980c-b2c5-408b-8593-345dc32b43b3}{62}" paraid="404220080" xml:lang="PT-BR"><strong><span data-contrast="auto" xml:lang="PT-BR">Nome da operação</span> </strong><br /> Ghosthunters, em inglês, significa caçadores de fantasmas. No contexto policial, o termo faz referência à atuação das polícias civis na identificação e prisão de criminosos que praticam fraudes virtuais utilizando identidades ocultas, transações digitais (como criptoativos) ou se aproveitam da própria natureza invisível dos crimes cibernéticos.</p> </div>