Núcleo criado na década de 1970 passa por processo de urbanização em Cubatão (Rogério Soares/ Arquivo/ AT) O sonho da casa própria pode se realizar para 380 famílias da Vila Esperança, em Cubatão, no primeiro semestre de 2026. A expectativa da Secretaria Municipal de Habitação é entregar as moradias no Conjunto Habitacional Bruno Covas, que faz parte do projeto de urbanização do local na Baixada Santista. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Com essa entrega, serão 496 famílias beneficiadas de um total de 1.010 previstas. “A partir do ano que vem já vamos convocar essas famílias para a preparação da mudança, com orientação. Uma conta que às vezes não tem, aquela contratação que a gente faz no Senac. A gente prepara todos para a mudança, não só as pessoas, como os animais também”, explicou a secretária de Habitação e vice-prefeita, Andrea Castro (MDB). Esse conjunto habitacional foi idealizado e projetado por Marcos Boldarini, arquiteto premiado mundialmente pela elaboração de projetos de urbanismo com soluções inovadoras em cenários complexos, como os que se encontram em comunidades e favelas. Conforme a titular da pasta, a expectativa é que o restante das casas seja finalizado até o primeiro semestre de 2027. A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Secretaria e a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) do Estado. Projeto de urbanização Segundo a Prefeitura, a urbanização da Vila Esperança é fruto de convênio com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal. O objetivo é transformar a Vila Esperança, antes marcada por construções irregulares e em áreas de risco, em um bairro urbanizado com infraestrutura e moradia digna, integrando-a ao conceito de cidade. O projeto inclui infraestrutura, saneamento, equipamentos sociais, como escolas, áreas de lazer e a construção de moradias em edifícios. Beneficiará cerca de 20 mil moradores da Vila Esperança, com expectativa de impacto positivo para mais de 35 mil pessoas. A secretária afirmou uma empresa foi contratada para elaborar o projeto: a Conviva Urbanismo, especialista nesse serviço. Contudo, Andrea disse que há um caminho a ser percorrido. “Primeiro, porque fazemos todo o projeto com a comunidade. Reunimos lideranças e explicamos o que acontece. É diferente de um terreno limpo. Lá, já tem muita coisa construída. É uma arquitetura artesanal. E a previsão de um ano para terminar. É um processo democrático, por isso demora mais”.