Petroleiros protestaram na porta da Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão, nesta segunda-feira (15) (Alexsander Ferraz/AT) Petroleiros entraram em greve e protestaram na manhã desta segunda-feira (15) na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), da Petrobras, em Cubatão, na Baixada Santista. A manifestação faz parte de um movimento que também ocorre em outros estados do Brasil. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A categoria reivindica melhores salários e a assinatura de um Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), conforme informações da Federação Única dos Petroleiros (FUP). A entidade cita que o tema já foi abordado ao longo da campanha reivindicatória, mas não houve consenso entre as partes. Outros três pontos citados pela FUP para adesão à greve são a distribuição justa da riqueza gerada, fim dos Planos de Equacionamento dos Déficits da Petros (PEDs) e também a suspensão das demissões na área de Exploração e Produção (E&P). Além de São Paulo, também ocorreram manifestações nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná. Posicionamento Em nota enviada para A Tribuna, a Petrobras afirma que "não há impacto na produção de petróleo e derivados" em decorrência das manifestações ocorridas em unidades da companhia. A empresa afirma que adotou medidas de contingência para "assegurar a continuidade das operações e reforça que o abastecimento ao mercado está garantido". A Petrobras também afirma que respeita o direito de manifestação dos empregados e mantém um canal permanente de diálogo com as entidades sindicais, independentemente de agendas externas ou manifestações públicas. Sobre o Acordo Coletivo de Trabalho, a empresa afirma que está em processo de negociação desde o fim de agosto deste ano. "Na última terça-feira (09/12) a companhia apresentou sua última proposta, que contempla avanços aos principais pleitos sindicais. A Petrobras segue empenhada em concluir a negociação do acordo na mesa de negociações com as entidades sindicais", finaliza.