Nesta terça-feira (10) é Dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas. A data celebra a cultura, identidade, língua e reconhece o valor dessas comunidades para o Brasil. Em Cubatão, o evento será realizado pela Associação Luso-Brasileira de Cubatão (Alubrac), na Praça Portugal, em frente à Igreja Matriz, a partir das 17h30. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! “Essa comemoração é reconhecida por lei. Uma data oficial da Cidade. E, mesmo com as dificuldades dos últimos anos, especialmente depois da pandemia, a Alubrac segue firme na missão de manter vivas as tradições e as histórias das famílias portuguesas que ajudaram a construir Cuba-tão”, explicou a presidente da entidade e filha de portugueses, Olívia de Jesus Silva. A festividade contará com hasteamento das bandeiras, apresentação do Coral Raízes da Serra, participação especial do Rancho Folclórico Típico Madeirense de Santos, além de comidas típicas portuguesas feitas pelos integrantes da Feira Criativa. “A ideia é realmente envolver quem estiver na praça. Queremos que as pessoas dancem, cantem, se emocionem e sintam o espírito de Portugal entre nós”, comentou. A data também celebra os 19 anos da fundação da Associação Luso-Brasileira de Cubatão. Ao longo de sua existência, a entidade tem promovido eventos culturais, encontros comunitários e ações para fortalecer os laços entre os descendentes e imigrantes portugueses. “Hoje, nossa comunidade é formada, em sua maioria, por descendentes. Perdemos muitos dos nossos idosos, mas seguimos reunindo famílias, promovendo festas, como o Boteco do Portuga, mantendo contato com a Igreja Matriz e incentivando a juventude a conhecer as raízes. A cultura portuguesa continua viva em Cubatão”, reforçou. Homenagens O comerciante Antônio Ferreira Duarte, um dos fundadores da Alubrac, o jornalista Manuel Alves Fernandes – o eterno Maneco de A Tribuna – e o também comerciante Mário Jorge de Oliveira idealizaram a Praça Portugal e a estátua do poeta Luís de Camões, instalada há 42 anos no local. Os três serão lembrados no evento. Nascido em 26 de abril de 1945, em São Martinho de Mouros, em Portugal, Maneco cobriu por mais de 40 anos histórias de Cubatão e deu voz à população, como repórter de A Tribuna. Ele morreu em 26 de outubro de 2018.