Diferentes momentos da vida de Afonso Schmidt, em fotos e pintura (Reprodução) Para marcar os 135 anos de seu nascimento, o poeta, escritor, jornalista e dramaturgo cubatense Afonso Schmidt ganhará uma ampla programação que inclui agenda de eventos em Cubatão organizada pela Prefeitura e uma exposição de objetos pessoais e crônicas publicadas em A Tribuna, onde por três décadas foi articulista e colaborador. A Semana Afonso Schmidt, organizada pela Prefeitura de Cubatão, começa nesta segunda-feira (23), a partir das 9 horas, com um trabalho de grafite na praça que leva o nome do escritor. Também na Praça Afonso Schmidt, o ator Daniel Meirelles conduzirá uma intervenção com alunos da rede municipal às 9h30 e às 14h30, interpretando uma obra do poeta. Na terça-feira (24), está programada oficina sobre Afonso Schmidt na Biblioteca Anchieta (manhã e tarde) e, na quarta, a oficina será na Biblioteca Lorena (manhã e tarde). Exposição e Pinacoteca A programação segue na quinta-feira com a abertura da exposição “Afonso Schmidt - 135 anos”, no saguão principal do Paço Municipal. A exposição contará com diversas crônicas escritas pelo poeta e escritor e publicadas em A Tribuna nas décadas de 1930, 1940 e 1950. A curadoria dos artigos e seleção de fotos foi feita por Douglas Gadelha Sá, professor de Filosofia, ensaísta e cineasta. A exposição terá também objetos pessoais do poeta. Na sexta (27), às 17h30, haverá a inauguração do busto de Afonso Schmidt com apresentação da Banda Sinfônica. A exposição de crônicas, fotos e objetos do poeta cubatense também será feita na Pinacoteca Benedicto Calixto, organizada pelo Grupo Tribuna, com apoio da Prefeitura de Cubatão. Alma de Cubatão Para o prefeito de Cubatão, César Nascimento (PSD), “falar de Afonso Schmidt é falar da própria alma de Cubatão. Desde criança, na escola, escutava sobre sua importância para o município. Era como se ele fosse um guardião das nossas memórias, alguém que transformava as ruas da cidade, os gestos do povo e até as cores da ‘aleluia’ na Serra do Mar". O prefeito destaca os textos que escrevia em A Tribuna como um patrimônio afetivo e cultural. “Ele soube retratar com delicadeza e profundidade uma época romântica de Cubatão, da Baixada e do Brasil. Cada texto era uma fotografia em palavras, uma cápsula do tempo que hoje nos ajuda a compreender quem fomos e o que nos formou". César Nascimento afirma que Afonso Schmidt destacou Cubatão como poucos, levando a cidade para o mapa da literatura brasileira: “É impossível medir o tamanho da sua contribuição, mas é fácil sentir o orgulho que todos nós temos por ele”. À frente de seu tempo Para Douglas Gadelha, curador da exposição que começa na quinta, Afonso Schmidt estava à frente de seu tempo e seus textos ainda hoje são atuais pela temática que abordava já nos anos 30. “Nos rastros do cotidiano, Schmidt retirava dos mitos e práticas que formaram o brasileiro a matéria bruta de suas observações conscientes do problemático real. À frente do seu tempo, equilibrava a safra de narrativas longas com textos curtos, de leitura fácil, crítica e condensada nas crônicas publicadas em diversos veículos”.