O nome do novo teatro faz referência ao livro homônimo de ficção científica do cubatense Afonso Schmidt (Sílvio Luiz/AT) Som instalado, iluminação afinada, figurinos prontos. O Teatro Municipal Zanzalá, em Cubatão, será inaugurado nesta quarta-feira (19), às 18 horas. Ele ocupa o local do Teatro Anilinas, no parque homônimo, na área central da Cidade. O nome é uma referência ao romance de Afonso Schmidt, poeta, escritor, jornalista e dramaturgo cubatense. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A inauguração contará com show de artistas da Cidade. Entre as apresentações está a chegada de Schmidt em Cubatão, que será retratada pelo ator Lourimar Vieira, do Teatro do Kaos. “Teremos envolvidos mais de 110 artistas fazendo essa performance. Todos voluntários, pela paixão que têm pela cultura e arte”, destacou o secretário de Cultura, Omar Bermedo. Com 844 m² de área construída e 330 lugares, o espaço foi completamente restaurado de maneira acessível, recebendo equipamentos cenotécnicos de última geração. As obras custaram R\$ 5 milhões da verba municipal e duraram nove meses. “Provamos que com trabalho sério, dedicação e respeito com dinheiro público, conseguimos”, afirmou o chefe da pasta. Para Bermedo, a abertura das cortinas é um marco na história do Município. “Há mais de 20 anos a Baixada Santista não recebe um teatro novo. Inclusive, neste final de semana já teremos uma peça de nível nacional aqui, totalmente gratuita”. Ele se refere ao Projeto Clarice, espetáculo que proporciona um mergulho no universo da escritora Clarice Lispector. Zanzalá Publicado em 1928, Zanzalá, de Afonso Schmidt, é uma obra de ficção científica que se destaca pela visão futurista e humanista, ambientada em uma cidade fictícia e hipertecnológica, também chamada Zanzalá, situada na Serra do Mar. Em um mundo devastado por uma guerra mundial, a Cidade emerge como refúgio para os sobreviventes: um modelo de cultura, ciência e moralidade, onde a violência e a guerra são rejeitadas em favor dos avanços intelectual e artístico. A trama acompanha Zéfiro e Tuca, um casal que luta contra a morte iminente dela, tentando reverter seu destino por meio de recursos científicos, religiosos e espirituais. A obra antecipa questões filosóficas e éticas sobre o conhecimento e a fé e deixa um legado profundo na ficção científica brasileira. O significado da palavra Zanzalá é “flor de Deus”.