Apesar da denominação assegurada, Teatro Municipal ainda está em obras, sem previsão de abertura (Reprodução) Zanzalá: este será o novo nome do Teatro Municipal de Cubatão. Ele foi definido pelo prefeito César Nascimento (PSD) na segunda-feira. É uma referência ao romance literário de Afonso Schmidt, poeta, escritor, jornalista de A Tribuna e dramaturgo cubatense. Em junho, completaram-se 135 anos do nascimento do autor. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! “Nosso teatro materializa o sonho artístico de Afonso Schmidt. Assim como ele, sonhamos com uma Cidade voltada para artes e ciência, com grande investimento público nessas áreas. (...) O Município será inserido na rota dos renomados eventos culturais na região”, disse Nascimento. A ideia do nome partiu do coreógrafo e diretor cênico Zeca Rodrigues, que o sugeriu na gestão passada. “Em 2021, fui convidado pelo ex-prefeito Ademário Oliveira para ser secretário de Cultura. Com isso, meu primeiro pedido foi para que terminassem as obras do Teatro Municipal. Um tempo depois, sugeri que o nome fosse Zanzalá. A obra, escrita em 1928, projetava uma Cubatão 100 anos depois, no futuro. É assim que queremos Cubatão. Como o atual prefeito era secretário de Governo da gestão anterior, ele acatou o nome”, explicou. Em sessão na Câmara uma semana atrás, celebrou-se a 50ª Semana Afonso Schmidt, com figuras de arte, cultura e educação. Durante a cerimônia, Zeca reforçou o pedido para se dar ao teatro o nome Zanzalá — primeira ficção científica brasileira. De acordo com a Prefeitura, o Teatro Municipal ainda está em obras, sem previsão de abertura. Schmidt viveu de 1890 a 1964 (Arquivo Histórico Municipal de Cubatão) O livro Publicado em 1928, Zanzalá, de Afonso Schmidt, é uma obra de ficção científica que se destaca por sua visão futurista e humanista, ambientada em uma cidade fictícia e hipertecnológica, também chamada Zanzalá, situada na Serra do Mar. Em um mundo devastado por uma guerra mundial, a Cidade emerge como refúgio para os sobreviventes: um modelo de cultura, ciência e moralidade, onde a violência e a guerra são rejeitadas em favor dos avanços intelectual e artístico. A trama acompanha Zéfiro e Tuca, um casal que luta contra a morte iminente deka, tentando reverter seu destino por meio de recursos científicos, religiosos e espirituais. A obra antecipa questões filosóficas e éticas sobre o conhecimento e a fé e deixa um legado profundo na ficção científica brasileira. O significado da palavra Zanzalá é “flor de Deus”.