Cubatão reurbaniza maior favela da Baixada Santista

Obras na Vila Esperança começam neste mês, com 800 moradias

As obras de reurbanização da maior favela da região começam no fim do mês. Serão construídas 800 unidades habitacionais na Vila Esperança, em Cubatão, que receberão 3.200 pessoas. O deficit habitacional da cidade, entretanto, é de pouco mais de 15 mil moradias, calcula a prefeitura.

A primeira fase do projeto prevê a construção de 80 apartamentos e obras de infraestrutura, como implantação de rede de água e esgoto, iluminação pública, asfaltamento de ruas e ciclovias.

Os trabalhos serão realizados nos fundos do conjunto habitacional Mario Covas, conhecido como antigo campo de futebol. Os apartamentos terão 49,8 metros quadrados, distribuídos em prédios de cinco andares, incluindo o piso térreo. A previsão de entrega é de dois anos.

Em seguida, serão construídas outras 720 unidades em áreas vizinhas à Unidade Municipal de Ensino Ulysses Guimarães.

Os conjuntos habitacionais terão estacionamento, salão de festas e áreas de lazer.

Os imóveis serão destinados a famílias já cadastradas no programa habitacional e não poderão ser alugados ou vendidos.

Os mutuários pagarão prestação de R$ 120 por mês, pelo período de dez anos.

O investimento do Governo Federal na obra é de R$ 130 milhões e prevê, ainda, a construção de uma escola de Ensino Fundamental e outra de Educação Infantil. A expectativa é que tudo fique pronto em quatro anos.

Benefícios

De acordo com o prefeito Ademário Oliveira (PSDB), a obra beneficiará toda a região. “O estuário é interligado. Ali é uma vala a céu aberto. As pessoas jogam seus dejetos ao ar livre. Natural que isso contamine o mar. Então, a urbanização tem caráter metropolitano, porque vai melhorar a balneabilidade das praias”, diz ele. “A gente vai dar um salto significativo para diminuir o deficit habitacional”, completa.

O problema, entretanto, ainda está longe de ser resolvido. O município tem cerca de 130 mil moradores, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A prefeitura calcula que 40% da população (50 mil pessoas) morem em áreas irregulares. Isso significa que o deficit é de pouco mais de 15 mil unidades.

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