Com falta de médicos, pronto-socorro do Litoral de São Paulo fica sem atendimento emergencial

Idosa, de 74 anos, esperou mais de 4 horas para ser atendida ao ter sintomas de AVC

Por: ATribuna.com.br  -  22/11/23  -  12:25
Atualizado em 22/11/23 - 14:23
Em nota, a Prefeitura de Cubatão afirmou que notificou a empresa que gerencia a unidade de saúde
Em nota, a Prefeitura de Cubatão afirmou que notificou a empresa que gerencia a unidade de saúde   Foto: Divulgação/Prefeitura Municipal de Cubatão

Uma situação desesperadora aconteceu, no último domingo (19), com a família do eletricista Sérgio Lima, morador do Jardim Casqueiro, em Cubatão. Ao passar mal com sintomas de Acidente Vascular Cerebral (AVC) durante a madrugada, a mãe de Sérgio, Cecília Lima, de 74 anos, foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada ao Pronto-Socorro Central da cidade. Só que lá o eletricista presenciou uma grande demora para o atendimento emergencial de sua mãe.


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Segundo Sérgio, a família chegou à unidade de saúde às 7h da manhã e, por mais de quatro horas, eles esperaram pelo atendimento da idosa. A demora, de acordo com o eletricista, foi causada pela ausência de médicos de emergência no pronto-socorro. A falta de médicos fez, inclusive, com que a família registrasse um boletim de ocorrência.


“Essa situação é lamentável, me sinto muito triste”, diz Sérgio, que revelou à reportagem de A Tribuna que, desde então, sua mãe segue internada no pronto-socorro, aguardando uma vaga em um quarto no Hospital Municipal de Cubatão.


Outro lado

Em nota, a Secretaria de Saúde de Cubatão informou que a fiscalização do contrato com o Instituto Alpha, empresa que gerencia o Pronto-Socorro Central da cidade, teve ciência da falta de profissionais no início do plantão do dia 19 e cobrou a contratada assim que recebeu a informação.


À Prefeitura, a empresa informou que providenciou cobertura do plantão de forma imediata. Ainda segundo a pasta, a comissão de avaliação do contrato deverá fazer um apontamento formal à Administração Municipal para que sejam tomadas providências cabíveis.


Já a Secretaria Estadual de Saúde disse que recebeu no domingo (19) um pedido por leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto para a paciente.


Segundo o Departamento Regional de Saúde (DRS) da Baixada Santista, o caso está em regulação. A pasta ressaltou que "é necessário que o município mantenha a ficha da paciente atualizada para que a busca pelo recurso seja efetiva". A última atualização, de acordo com o DRS, foi em 20 de novembro, e o departamento segue aguardando as informações solicitadas.


Procurado, o Instituto Alpha não retornou até a publicação desta reportagem.


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