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Quarta-feira

5 de Agosto de 2020

Cobra 'extremamente perigosa' é flagrada em Cubatão após temporal que atingiu a região

‘Urutu cruzeiro’ foi vista por moradores em uma passarela. Animal é um dos mais peçonhentos da espécie

Uma cobra da espécie urutu cruzeiro (Bothrops alternatus) foi vista em Cubatão por moradores após as fortes chuvas que atingiram a região nos últimos dias. A serpente foi flagrada em uma passarela no bairro Vila Natal rastejando em direção ao mato.

Segundo uma moradora do bairro, o animal estava em uma passarela que é utilizada por crianças para irem à escola. “Já teve casos de cobras entrarem em casas no Caminho 2. Também já vi um senhor matando uma cobra em frente à creche UME Aracy Esteves Soares Campos”, relata.

A moradora pede que a prefeitura realize serviços de manutenção da grama no local para que outros animais não voltem a aparecer. Procurada por ATribuna.com.br, a Prefeitura de Cubatão informou que a população deve isolar o local, não tocar no animal e ligar imediatamente para o Serviço de Controle de Zoonoses (das 8h às 16h) – 3375-2259, Bombeiros – 193 ou Polícia Militar Ambiental – 3361-8492.

Espécie é a segunda mais peçonhenta do gênero

Segundo o biólogo Eric Comin, trata-se de uma serpente Bothrops alternatus, popularmente chamada de urutu cruzeiro. Ela é comum na região, e pode ser reconhecida pelo desenho que se forma nas escamas e na cabeça, em formato de cruz.

O biólogo afirma que a urutu faz parte da família das jararacas, e entre elas, é a segunda mais venenosa de todas, perdendo apenas para a 'jararaca-ilhoa', que vive na Ilha da Queimada Grande - conhecida internacionalmente como ‘ilha das cobras’.

“É um animal extremamente perigoso, porque costuma ir para cima, ela investe. É um animal que pode chegar a 1,70 metro de comprimento, e se alimenta de ratos, gambás e até capivaras pequenas”, explica.

Chuvas provocam aparição de répteis na região

Com as chuvas, a tendência é que as urutus busquem locais secos para tomar sol. Eric Comin diz que, provavelmente, a cobra vista em Cubatão estava na passarela para se proteger da inundação.

O biólogo ainda alerta para que, caso alguém sofra uma picada dessa cobra, para que tente identificar a espécie a fim de receber atendimento médico especializado. “Quando existir um incidente, é preciso identificar as características para se ter um atendimento mais rápido”, diz.

O veneno desta cobra não causa hemorragia, mas provoca uma necrose local. “Grande parte dos acidentes com serpentes no Brasil são causados por ‘Bothrops’, das jararacas”, finaliza.

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