Cerimônia ocorreu no Pouso de Paranapiacaba, no Parque Caminhos do Mar, em meio à vegetação local (Alexsander Ferraz/AT) Cubatão, no litoral de São Paulo recebeu nesta quarta-feira (16) o selo Tree Cities of The World, entregue pela Arbor Day Foundation, instituição ligada à Organização das Nações Unidas (ONU). O título destaca cidades pelo mundo que cuidam das florestas e árvores da Cidade, naturais e urbanas, para melhorar a qualidade de vida geral. A iniciativa é vinculada à Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). No Brasil, 34 cidades têm tal reconhecimento. Cubatão é a segunda da região: Guarujá tinha o título. O selo foi entregue por representantes da Arbor Day Foundation ao prefeito César Nascimento (PSD) em uma cerimônia no Pouso de Paranapiacaba, no Parque Caminhos do Mar. O prefeito destacou o reconhecimento do Município — décadas atrás conhecido como Vale da Morte devido à poluição causada pelas indústrias — como símbolo de recuperação ambiental pela própria ONU. “Este selo ratifica que Cubatão continua sendo o Vale da Vida e que a Cidade continua tendo essa preocupação com o meio ambiente.” Nascimento ressaltou que a “Secretaria de Meio Ambiente conseguiu unir ao Poder Público a iniciativa privada e a sociedade civil organizada, com vários projetos que têm nas comunidades e, além disso, implantar o plano de arborização da Cidade”. Para o secretário de Meio Ambiente, Cleiton Jordão, o selo aumenta a responsabilidade do Município. “No que diz respeito às políticas públicas, nós precisamos conectar muito mais as questões ambientais com questões habitacionais, de saúde.” Selo foi entregue por membros da Arbor Day Foundation ao prefeito (Alexsander Ferraz/AT) Critérios Professor e pesquisador do curso de Engenharia Ambiental da Universidade de São Paulo (USP) e representante da Sociedade Brasileira de Arbori-zação Urbana, entidade nacional parceira da FAO, Maurício Lamano Ferreira explicou que, para ter reconhecimento, a cidade deve preencher cinco requisitos. São estes: ter uma equipe responsável pela gestão das áreas verdes, contar com leis que protejam as árvores, manter um registro com dados sobre as árvores da Cidade, garantir recursos financeiros para as ações de manejo; e realizar atividades que celebrem e valorizem a importância das árvores. Ferreira salientou que a arborização urbana vai além de plantar árvores em calçadas. Também se relaciona a saúde pública, iluminação de vias, segurança e paisagismo. O professor acrescentou que a arborização também deve considerar aspectos socioeconômi-cos. “Normalmente as pessoas mais pobres vivem em áreas mais desqualificadas do ponto de vista ambiental, e Cu-batão tem tido um olhar muito cuidadoso e carinhoso para esta questão”, observou.